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Gleisi sai em defesa de Dino após decisão sobre sanções a bancos

Ministra afirma que Flávio Dino agiu em “legítima defesa” do Brasil e atribui prejuízos ao alinhamento de Bolsonaro com Trump

Foto: Reprodução
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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, saiu em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, após a decisão que impede bancos brasileiros de cumprir automaticamente sanções impostas pelos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (20), Gleisi afirmou que Dino atuou em “legítima defesa” do Brasil e responsabilizou o ex-presidente norte-americano Donald Trump , além de Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo, pelos impactos negativos no sistema financeiro.

“Quem atacou o sistema financeiro brasileiro foi Trump, instigado por Bolsonaro e seu filho Eduardo. O ministro Flávio Dino tomou uma decisão em defesa da soberania nacional, da legislação brasileira e até dos bancos que operam aqui”, escreveu a ministra.

Na segunda-feira (19), Dino determinou que leis estrangeiras, incluindo sanções econômicas, só podem ser aplicadas no país após validação do STF. A medida abre espaço para eventuais punições a instituições financeiras que cumprirem sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento repercutiu no mercado financeiro: as ações dos cinco maiores bancos do país registraram queda de quase R$ 42 bilhões em valor de mercado.

Para Gleisi, no entanto, a especulação é reflexo do “custo Bolsonaro”. “Dino agiu em legítima defesa do Brasil. A desvalorização das ações dos bancos faz parte do preço que o país paga desde que Bolsonaro se alinhou a Trump para escapar de julgamentos por seus crimes”, declarou.

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