A Escola Superior da Magistratura do Maranhão (ESMAM) realizou uma escuta pública por videoconferência com a participação de magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). O encontro reuniu opiniões, expectativas e prioridades para definir os cursos e eventos que integrarão o calendário de 2026, reafirmando a metodologia de planejamento participativo da instituição.
O vice-diretor da ESMAM, desembargador José Nilo Ribeiro Filho, destacou que o formato on-line ampliou o alcance da iniciativa, permitindo que a tecnologia aproxime a Escola de quem está na base, onde todos podem opinar e se sentir parte da construção desse processo coletivo.
Mapeamento das necessidades
A escola judicial abriu espaço para que os setores enviassem previamente suas necessidades de formação. O volume de propostas foi expressivo, com 342 sugestões de cursos enviadas por servidores e 97 por magistrados. Este material bruto foi organizado, filtrado e transformado em 202 opções de voto para servidores e 43 para magistrados. Cada participante pôde escolher dez cursos de formação e cinco atividades complementares.
O secretário-geral da ESMAM, Carlos Belo, explicou que o processo reforça o compromisso com uma gestão democrática da aprendizagem, onde a comunidade participa, opina e ajuda a definir prioridades.
A construção do calendário contou ainda com a participação de profissionais das áreas financeira, pedagógica, de treinamento, educação a distância e projetos institucionais, fortalecendo a visão integrada da formação judicial.
Temas mais votados
Como resultado da votação, foram definidos 10 cursos para magistrados, 10 para servidores e 11 projetos e eventos com participação interna e externa. Temas ligados à inovação, novas tecnologias, linguagem simples e Justiça digital dominaram as preferências.
Entre os destaques gerais do calendário para 2026 estão cursos e seminários como:
- Inteligência Artificial Generativa no Poder Judiciário.
- Direito Digital e Sistema de Justiça.
- Seminário de Comunicação e Justiça.
- Inovação pública e o papel dos laboratórios de inovação.
Para a Magistratura, os cursos mais votados incluem Atualizações em violência doméstica e familiar, Uso de LLMs (Large Language Models) e engenharia de prompt no gabinete, Raciocínio probatório e decisão judicial, e Resolução adequada de litígios coletivos complexos.
Para os Profissionais do Judiciário, as preferências se concentraram em Cumprimento de MPU, Atuação do Oficial de Justiça em mandados criminais, Linguagem simples e direito visual, Cálculos judiciais, e IA aplicada às contratações públicas.
O evento de encerramento ainda sorteou uma passagem aérea com diária para participação em evento educacional nacional, sendo as contempladas a juíza Josane Araújo Farias Braga e a servidora Luciana Siqueira Pontes.