Justiça · OpenDetector

OAB lança ferramenta gratuita para identificar “alucinações” e uso de IA em documentos jurídicos

A ferramenta também atua na segurança, realizando checagens sobre a confiabilidade do uso de sistemas de IA no ambiente jurídico

Segundo a diretoria da Ordem, a iniciativa visa equilibrar a inovação tecnológica com a ética profissional (Foto: OAB/Divulgação)
Segundo a diretoria da Ordem, a iniciativa visa equilibrar a inovação tecnológica com a ética profissional (Foto: OAB/Divulgação)

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) lançou, nesta segunda-feira (13), o OperDetector, uma plataforma gratuita desenvolvida para auxiliar a advocacia na verificação de documentos produzidos por inteligência artificial (IA). A ferramenta é o marco inicial do Programa Nacional de Soluções Tecnológicas para a Advocacia e representa a primeira entrega do Plano Nacional de Integração da Inteligência Artificial na Advocacia (PNIAA).

Desenvolvido em parceria com a Forlex, o OpenDetector tem como focos principais a segurança jurídica e a precisão técnica. Entre as suas principais funcionalidades, o sistema realiza a análise de documentos — com a verificação de petições, pareceres e pesquisas elaboradas com o apoio de inteligência artificial — e a identificação de “alucinações”, detectando dispositivos legais inexistentes, precedentes judiciais incorretos e citações sem correspondência em bases oficiais.

A ferramenta também atua na segurança, realizando checagens sobre a confiabilidade do uso de sistemas de IA no ambiente jurídico. O acesso à plataforma é restrito e gratuito para advogados e advogadas regularmente inscritos na Ordem, e pode ser feito por meio do endereço eletrônico open.forlex.ai.

O lançamento da ferramenta consolida as diretrizes do PNIAA, estratégia apresentada originalmente durante o Colégio de Presidentes de João Pessoa. O plano é estruturado em cinco eixos fundamentais: governança, capacitação, modernização dos serviços da OAB, defesa das prerrogativas profissionais e inclusão tecnológica.

Segundo a diretoria da Ordem, a iniciativa visa equilibrar a inovação tecnológica com a ética profissional. O presidente da instituição, Beto Simonetti, destacou que a IA já faz parte da rotina da classe e exige respostas institucionais que garantam segurança jurídica.

Délio Lins e Silva Júnior, presidente em exercício e diretor-tesoureiro, reforçou que o conselho está construindo uma política permanente de inovação. Já o vice-presidente, Felipe Sarmento, e a secretária-geral, Rose Morais, enfatizaram que o programa transforma diretrizes teóricas em ações concretas, priorizando a proteção de dados e a valorização da atuação qualificada dos profissionais frente às demandas do futuro.

* Fonte: Correio Braziliense

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