POLÍCIA

Tiago Bardal será investigado por crime de extorsão

O ex-superintendente da Seic teria obstruído uma ação policial que prendeu um comerciante no bairro da Cidade Operária em agosto do ano passado

Foto: Reprodução

O desenrolar da operação que desarticulou uma organização criminosa no bairro do Quebra Pote, em fevereiro deste ano, segue com novas evidências que ligam o ex-superintendente da Seic, delegado Tiago Bardal, à crimes de contrabando e extorsão.

Após colher o depoimento do delegado, a Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor) chegou até um comerciante na Cidade Operária. De acordo com as investigações, ele teria sido extorquido por Bardal, após ter uma carga de aproximadamente 150 caixas de cigarro apreendida pela Seic, na época em que o delegado investigado era superintendente.

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O comerciante, em depoimento na Seccor, afirmou que quando teve a carga levada à Seic em agosto do ano passado, o delegado Bardal teria pedido um valor de R$ 150 mil para que o comerciante fosse liberado junto à mercadoria. O homem, contudo, disse não dispor do valor, e então Bardal teria feito uma nova proposta no valor de R$ 100 mil.

O homem aceitou o negócio com o delegado, mas não teve como pagar o valor integral da forma como havia acordado com o ex-superitendente da Seic. A carga apreendida nunca foi devolvida e foi extraviada.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP/MA) abriu inquérito para apurar o caso e confirmar se Bardal foi o responsável pelo extravio da mercadoria. O crime se caracteriza como obstrução de ação policial. O caso também será levado à Justiça Federal, responsável pela investigação da organização criminosa, suspeita de contrabando internacional.

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