Justiça · fatalidade

Justiça revoga prisão de suspeitos por morte de jovem lançada sem cordas em salto de ponte

Outros quatro investigados foram denunciados pelo Ministério Público e continuam presos em regime preventivo

Justiça revoga prisão de suspeitos por morte de jovem lançada sem cordas em salto de ponte

A Justiça de São Paulo determinou a soltura de dois suspeitos que haviam sido detidos em decorrência da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem que faleceu após saltar de rope jump sem as cordas de proteção em Limeira, no interior paulista. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que cumpriam prisão temporária desde o fim de junho, tiveram a medida revogada.

A decisão judicial baseou-se na conclusão de que as investigações conduzidas até o momento não apresentaram indícios suficientes de autoria que justificassem o indiciamento da dupla. Com isso, os dois foram liberados e o Ministério Público promoveu o arquivamento provisório das investigações em relação a eles e a outros dois homens.

Por outro lado, quatro pessoas investigadas permanecem presas após o oferecimento de denúncia formal pelo Ministério Público de São Paulo. Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram denunciados por homicídio qualificado com dolo eventual, sob o argumento de que possuíam conhecimento dos riscos da atividade e atuaram diretamente na ação que resultou na queda da jovem.

A quarta denunciada que segue sob custódia é Evelyne Dossantos Gonçalves, apontada como responsável pela logística, captação de clientes e administração da empresa prestadora do serviço. Além de responder por homicídio, ela foi indiciada por fraude processual, sob a suspeita de tentar ocultar a câmera que estava fixada ao corpo da vítima no momento do impacto para obstruir o andamento das investigações.

O acidente ocorreu quando a jovem buscou os serviços da empresa para realizar a modalidade de salto e caiu no leito sob a ponte por não estar conectada ao sistema de cabos de segurança.

O socorro emergencial foi acionado por testemunhas e manobras de reanimação foram tentadas no local, mas a vítima não resistiu aos ferimentos provocados por politraumatismo.

A defesa de Vitor de Freitas Gonçalves manifestou discordância em relação à qualificação jurídica dada pelo Ministério Público, argumentando que a denúncia não individualizou de forma clara a conduta de seu cliente para enquadrá-la como homicídio doloso.

Os advogados declararam que aguardam o acesso integral às provas do inquérito para apresentar a contestação técnica no prazo legal, reforçando o respeito à dor dos familiares da vítima.