O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou nesta quarta-feira (4) o afastamento imediato do prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e de seu vice, Mario Neto. A decisão judicial ocorre no contexto da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de corrupção na Secretaria Municipal de Saúde. Os agentes cumprem 13 mandados de busca e apreensão que se estendem pelas cidades de Macapá, Belém e Natal, buscando provas sobre irregularidades em contratos de engenharia e na construção do Hospital Geral Municipal da capital amapaense.
A investigação da Polícia Federal aponta para a existência de crimes graves como direcionamento de licitações, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro. De acordo com os investigadores, o esquema teria comprometido a lisura da execução das obras da unidade hospitalar.
O afastamento determinado por Dino ocorre em um momento de alta sensibilidade política no Amapá, já que o Dr. Furlan é o principal nome da oposição e desponta como favorito absoluto na disputa pelo governo do estado nas eleições de 2026.
Dados de pesquisas recentes do instituto Real Time Big Data reforçam o impacto político da medida: Dr. Furlan lidera as intenções de voto para o governo com 66%, mantendo uma vantagem expressiva sobre o atual governador Clécio Luís, que aparece com 29%.
Além disso, o cenário eleitoral da família Furlan é amplo, com a primeira-dama, Rayssa Furlan, liderando a corrida para o Senado com 33%. O desdobramento jurídico da operação deve agora pautar o debate político no estado, podendo alterar as estratégias das coligações para o pleito de outubro.