A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promoveu uma varredura no mercado de higiene e beleza nesta quinta-feira (26), resultando no cancelamento do registro de mais de 500 cosméticos considerados inseguros. O foco central da medida foi a proibição de dois ingredientes amplamente utilizados na aplicação de unhas artificiais em gel, técnica popular em salões de beleza em todo o país. A decisão alinha o Brasil aos padrões de segurança da União Europeia e visa proteger não apenas os consumidores, mas também as profissionais que manipulam esses materiais diariamente, reduzindo a exposição a componentes com potencial tóxico ou alérgico.
Além da restrição aos insumos para unhas, a agência intensificou o combate a produtos clandestinos e irregulares. Entre as medidas, destaca-se a proibição da comercialização do shampoo “Mandioca e Avelã”, fabricado por empresa sem autorização, e a apreensão de um lote da cola de cílios “I Envy Kiss New York”, após a fabricante oficial denunciar a existência de unidades falsificadas no mercado. No setor de limpeza, itens da marca “Pureza” e o produto “Fort Decap” também foram alvo de suspensão devido a falhas graves nas boas práticas de fabricação, representando riscos de contaminação ou ineficácia.
O cerco regulatório estendeu-se com rigor ao mercado digital de procedimentos estéticos invasivos. A Anvisa determinou a apreensão de dispositivos como o revitalizante “Skinbooster Filorga NCTF”, o “Ácido Hialurônico Reticulado Deep” e fios de sustentação da linha “Loyoderm”, todos comercializados pela empresa Dermshop sem o devido registro sanitário. No campo farmacêutico, a agência barrou a venda de formulações da “Auraveda Produtos Naturais” e suspendeu um composto que associava L-arginina e tadalafila, anunciado ilegalmente na internet sem a exigência de prescrição médica individualizada.
A ofensiva da Anvisa serve como um alerta para os perigos da “estética clandestina” e do consumo de produtos sem procedência garantida. A agência reforça que itens vendidos por empresas sem autorização de funcionamento não passaram pelos testes de qualidade e segurança obrigatórios, podendo causar danos irreversíveis à saúde. Para o consumidor, a recomendação é checar sempre o registro sanitário antes de realizar procedimentos ou adquirir medicamentos online, priorizando estabelecimentos que cumpram as normas de vigilância para assegurar a integridade física e a eficácia dos tratamentos.