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Novo código eleitoral é aprovado com 900 artigos

Projeto unifica legislações, mantém cota feminina de candidaturas e inclui voto impresso no texto

Novo código eleitoral é aprovado com 900 artigos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (20), o projeto de lei complementar (PLP 112/2021) que cria um novo Código Eleitoral no Brasil, reunindo quase 900 artigos. A proposta unifica sete legislações e foi modificada na última semana para atender a demandas de parlamentares.

Entre os destaques aprovados estão a manutenção da cota de 30% de candidatas mulheres por partido, a fixação de 20% de assentos para mulheres nos parlamentos federal, estaduais e municipais, a inclusão do voto impresso no processo eleitoral e a permissão para que candidatos utilizem recursos próprios até o limite do teto de gastos da campanha.

O texto também revisa regras sobre fake news, reduzindo penas para quem divulgar informações falsas que influenciem o eleitorado, e altera a quarentena para juízes, procuradores, policiais e militares concorrerem a cargos eletivos, fixando o prazo em um ano.

O relator Marcelo Castro (MDB-PI) destacou que o projeto também reúne medidas sobre inelegibilidade, fiscalização das urnas, uso de inteligência artificial em campanhas, divulgação de pesquisas e prestação de contas eleitorais.

O PLP agora segue para votação no plenário do Senado e, como foi alterado, deverá retornar à Câmara dos Deputados. Para que as novas regras possam valer já nas eleições de 2026, precisam ser sancionadas até um ano antes do pleito.

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