AUTONOMIA

Eleições 2020: “Nanicos” descartam candidatos de Flávio Dino

PSOL e PSTU preparam candidatura própria para prefeito de São Luís nas eleições de 2020 e descartam apoiar pré-candidatos do governador ou de sua base

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A disputa eleitoral para a Prefeitura de São Luís em 2020 também se tornou um espaço de visibilidade para os partidos pequenos que podem afetar os resultados eleitorais tendo como base a fragmentação partidária e a volatilidade eleitoral. Nesse cenário, desponta na ilha o PSOL que está inclinado para sair com candidatura própria, segundo o jornalista, advogado e professor Franklin Douglas, explicando que o martelo será batido, após as plenárias congressuais que acontecem no mês de março.

Majoritariamente, o partido deve sair com candidatura própria. Franklin Douglas explicou que o partido não tem o histórico de aliança externa. Ele lembrou que nas eleições de 2012 foi Haroldo Saboia e PCB e 2016 foi Waldenir Barros e PCB, explicando que o partido nunca teve aliança com o PSTU. “Embora a gente ter participado de muitas lutas em conjunto em 2018 na luta da Reforma da Previdência do primeiro ano do governo Bolsonaro virou uma frente de um movimento social que levasse uma frente partidária com o PT, PSB, PSOL e PCB juntos. Então neste cenário é que na política concreta cada um procure viabilizar o seu projeto. Nesse sentido, o PSOL vai se colocar como alternativa em 2020”, disse Franklin Douglas.

Franklin Douglas explicou que o partido tem mantido diálogo com o PT, PSB e PCB para ver se saía uma frente, explicando que com o PSB, a aliança pode encontrar um entrave porque o PT e o PSB são base do governo Edivaldo Holanda Júnior. “Esses partidos não vão abrir mão de defender a prefeitura no pleito eleitoral para fazer uma coligação à esquerda conosco. Nós não vamos abrir mãos de cobrar quem será o candidato do prefeito que segunda a pesquisa Data Ilha em 57% de rejeição”, ressaltou Douglas.

Questionado sobre um possível apoio ao candidato do governador Flávio Dino e dos partidos que fazem parte da base, Franklin Douglas, disse que não acredita que o candidato apoiado pelo governador não vai chegar no 2º turno. “O desafio do PSOL é tratar as coisas relacionadas ao município como cultura, esporte, educação, saúde, sem descolar do que é nacional”, acrescentou o pré-candidato.

No PSOL desde que o partido começou a se estruturar no Maranhão, formado principalmente por ex-petistas que divergiam das posições nacionais e estaduais do partido da estrela vermelha, Franklin Douglas se pergunta qual será o candidato que vai unificar Flávio e Bolsonaro, respondendo logo em seguida que o DEM faz este meio de campo apoiando as pautas ultra-neoliberais do governo federal e ao mesmo tempo tem a secretaria de educação do governo Dino.

“Por conta dessas alianças do governo Flávio em torno de um projeto nacional que sinaliza para o DEM, nós não temos como ficar coligados com o PCdoB que tem problemas econômicos e tem problemas da frente ampla que ele elabora. Não acreditamos em uma frente ampla em um programa que privatiza reformas que tiram os direitos sociais do país”, disse Douglas.

PSTU prega frente ampla contra o governo

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Quem também trabalha o seu projeto político para as eleições municipais de 2020 é o PSTU. De acordo com o servidor público e professor Saulo Arcangeli, que é pré-candidato à prefeito de São Luís, destacou que a sua pré-candidatura não é um desejo pessoal, mas resultado de um debate interno realizado pelo PSTU, que segundo ele reflete também uma reivindicação de vários militantes do movimento sindical e popular sobre a necessidade de apresentar uma candidatura que fosse independente tanto do campo político dos Dinos quanto dos Sarney’s. “Nós queremos discutir um projeto para São Luís com e para os trabalhadores, porque nós temos lado e não escondemos isso. Já todos os demais pré-candidatos colocados servem a estes dois grupos políticos que muitas vezes estão juntos, dizem que vão governar para todos, quando na verdade governarão para aqueles que bancam suas candidaturas, ou seja, os que detém o poder econômico”, disparou Arcangeli.

Saulo Arcangeli, afirmou ainda que não existe a possibilidade do partido apoiar o candidato apoiado pelo governador ou por sua base. “O PSTU é o único partido que tem vários documentos públicos que combatem as políticas do Governo Flávio Dino que se aliou a políticos e partidos de direita(muitos oriundos do grupo Sarney), como o DEM, PR e PRB, ao agronegócio e as grandes empresas. Podemos destacar nossas diferenças em relação à tentativa de entrega da Comunidade de Cajueiro para a instalação de um porto privado chinês, o seu apoio à entrega da base de Alcântara para os EUA por parte do governo Bolsonaro, a aprovação da Reforma da Previdência no Estado aumentando a alíquota do desconto para a previdência social”, disse Arcangeli.

Fazendo duras críticas ao governador Flávio Dino, Arcangeli classificou como desrespeito a situação dos servidores públicos que estão há mais de 06 anos sem reajuste, citando  como exemplo, os professores ao governador não reajustar os seus salários, a partir da lei do piso, e não respeitar o estatuto do educador. Saulo Arcangeli também citou o apoio a proposta da prefeitura de São Luís de alteração do Plano Diretor que busca transformar 41% da zona rural em zona urbana; redução de mais de 11.000 ha de área de dunas; redução da área de aquífero da cidade prejudicando ainda mais o abastecimento de água; redução drástica de áreas de proteção ambiental, como o Sitio Snata Eulália e a APA do Maracanã entre outros.

Para viabilizar o projeto político do PSTU para 2020, Saulo Arcangeli admitiu que o partido possa estabelecer uma aliança com outras legendas ditas menores. “Nosso partido é de esquerda, operário, socialista e  que tem um programa de defesa da classe trabalhadora e pela  tomada do poder por parte dos trabalhadores. Em relação às alianças, nós fazemos um chamado ao PSOL e PCB em São Luís para construir com o PSTU uma frente de esquerda e com um programa em defesa dos trabalhadores no município de São Luís”, finalizou Arcangeli.

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