Política · Diplomacia

Flávio Bolsonaro viaja aos EUA para defender Pix em audiência comercial

Parlamentar contesta críticas do governo federal e afirma que sistema de pagamentos brasileiro não representa concorrência desleal para empresas norte-americanas

Foto: Jane de Araújo
Foto: Jane de Araújo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarca neste sábado (4) com destino aos Estados Unidos para integrar a comitiva de acompanhamento da audiência pública que debaterá as tarifas de importação aplicadas pela administração de Donald Trump. O evento institucional, agendado para a próxima segunda-feira (6), servirá como palco para o parlamentar defender a integridade e o modelo de operação do Pix, o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil.

A declaração foi feita pelo senador durante sua participação no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, no Rio de Janeiro. Na oportunidade, Flávio Bolsonaro aproveitou o espaço para rebater as críticas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vinha acusando lideranças da oposição de enfraquecerem a posição diplomática brasileira nas negociações contra o “tarifaço” norte-americano.

O parlamentar ressaltou que o Pix é uma tecnologia desenvolvida institucionalmente sob a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e que a ferramenta deve ser salvaguardada no exterior.

A inserção do tema nas discussões de Washington ocorre devido ao fato de o governo norte-americano conduzir investigações de mercado sobre possíveis práticas de concorrência desleal no ecossistema financeiro brasileiro. Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro encaminhou formalmente uma peça de argumentação técnica às autoridades de comércio dos Estados Unidos.

No documento, o senador sustenta que o Pix funciona estritamente como uma infraestrutura pública e soberana, operada pelo Banco Central do Brasil, estabelecendo um paralelo direto com o FedNow — a plataforma de liquidação de transações em tempo real gerida pelo Federal Reserve (o Banco Central dos EUA).

O texto protocolado ressalta ainda que a massificação do Pix no cotidiano da população brasileira não provocou redução ou prejuízo na fatia de mercado operada por grandes bandeiras internacionais de cartão de crédito e empresas de processamento financeiro sediadas nos Estados Unidos.