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Notas fiscais de R$ 1 milhão ligam escritório de Flávio Bolsonaro a empresa associada a Daniel Vorcaro

Documentos apontam transações com empresa associada ao empresário Daniel Vorcaro; outra nota de R$ 500 mil foi emitida para companhia vinculada ao mesmo contador

(Foto: Roberto Sungi)
(Foto: Roberto Sungi)

O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL), do qual o presidenciável é o único sócio, emitiu e posteriormente cancelou duas notas fiscais que, juntas, somam R$ 1 milhão em favor da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada como de fachada e utilizada pelo empresário Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

As notas fiscais foram emitidas em 7 de abril de 2025, no valor de R$ 500 mil cada, referentes à prestação de serviços de consultoria jurídica. No mesmo dia, os documentos foram cancelados. À época, segundo informações divulgadas, a Copenhagen já havia recebido aportes milionários de Vorcaro.

Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio emitiu uma terceira nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, desta vez em nome da Contábil Correa. Diferentemente das anteriores, não há registro de cancelamento dessa operação.

As duas empresas têm em comum o contador Rogério Lourenço Novo. Na Receita Federal, ele aparece como diretor responsável pela Copenhagen e também como único sócio da Contábil Correa. Além disso, integra o conselho fiscal da Ambipar, empresa apontada como parte da rede de negócios relacionada a Daniel Vorcaro.

A Copenhagen não possui sede própria nem página na internet. De acordo com os registros oficiais, a empresa está cadastrada no mesmo endereço da Contábil Correa, em um edifício comercial localizado em São Caetano do Sul (SP).

Rogério Lourenço Novo também foi alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema de emissão de notas fiscais falsas por empresas de fachada para evasão fiscal entre 2013 e 2015. Na época, o prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassava R$ 100 milhões.

Criada em novembro de 2024, com capital social de apenas R$ 40, a Copenhagen figura entre as dez empresas que mais receberam recursos do Banco Master, conforme as informações divulgadas sobre o caso.