Política · ELEIÇÕES

Corrida pelas duas vagas no Senado centraliza articulações políticas no Maranhão para 2026

Corrida ao Senado Federal atrai lideranças de diferentes grupos políticos e deve influenciar diretamente a sucessão ao Governo do Estado e o cenário eleitoral de 2030

Vagas para o Senado viram campo de guerra política (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Vagas para o Senado viram campo de guerra política (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A corrida pelas duas vagas do Maranhão no Senado Federal tornou-se o principal eixo de articulação política para as eleições de 2026. Com a renovação simultânea de dois dos três assentos maranhenses na Casa Legislativa, lideranças de diferentes espectros ideológicos enxergam na disputa uma oportunidade estratégica que vai além da representação parlamentar, influenciando diretamente a sucessão estadual, a formação de alianças e o equilíbrio de forças que comandará o estado nos próximos anos.

A renovação de apenas duas vagas ocorre em razão do sistema de rodízio proporcional adotado pelo Senado Federal e previsto na Constituição. Embora os senadores tenham mandatos de oito anos, as eleições gerais acontecem a cada quatro anos. Para compatibilizar esse calendário, a composição da Casa é renovada alternadamente por um terço e por dois terços.

Nas eleições de 2022, quando houve renovação de apenas um terço das cadeiras, o Maranhão elegeu o então senador Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Com sua saída para a Corte, a vaga passou a ser ocupada pela suplente Ana Paula Lobato (PSB), cujo mandato segue até fevereiro de 2031.

Já em 2026, encerram-se os mandatos dos senadores eleitos em 2018, Eliziane Gama (PSD) e Weverton Rocha (PDT). Com isso, duas cadeiras estarão simultaneamente em disputa. O mesmo sistema vale para todos os estados brasileiros e para o Distrito Federal, garantindo que cada unidade da federação mantenha permanentemente três representantes no Senado.

Como será a votação

Pelas regras eleitorais, os maranhenses deverão registrar dois votos distintos para senador na urna eletrônica. O sistema é majoritário simples: os dois candidatos mais votados no estado serão eleitos.

A votação ocorrerá em duas etapas consecutivas. Primeiro, o eleitor informará o número de um candidato ao Senado e confirmará o voto. Em seguida, a urna solicitará o número de um segundo candidato. Em 2026, a sequência da votação será para deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República.

A legislação proíbe que o eleitor vote duas vezes no mesmo candidato. Caso isso ocorra, apenas o primeiro voto será considerado válido, enquanto o segundo será automaticamente anulado. Também não existe obrigação de votar em candidatos do mesmo partido ou coligação, permitindo combinações entre nomes de diferentes campos políticos. O eleitor ainda poderá votar em apenas um candidato e deixar a outra opção em branco ou anulá-la sem comprometer o primeiro voto válido.

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