O vice-presidente Geraldo Alckmin voltou a defender a negociação com os Estados Unidos diante das tarifas impostas a produtos brasileiros. Questionado sobre a possibilidade de o governo acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas norte-americanas, ele afirmou que o instrumento está disponível, mas reforçou que a prioridade continua sendo o diálogo com Washington.
Segundo Alckmin, a medida anunciada pelos norte-americanos não afeta apenas o Brasil, mas um conjunto de 86 países, incluindo os integrantes da União Europeia. “O que depender de nós é continuar na mesa de negociação”, afirmou ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após visita às instalações da Avibras, em Jacareí (SP).
Para o vice-presidente, as justificativas apresentadas para a aplicação das tarifas são “injustas” e “descabidas”, citando, entre outros pontos, a alegação de trabalho forçado no Brasil.
Alckmin acrescentou que o governo também atua para apoiar os setores atingidos pelas tarifas, mencionando a autorização de R$ 18,5 bilhões em medidas de apoio, com linhas de crédito para capital de giro, investimentos e aquisição de bens de capital. Além disso, defendeu a diversificação dos mercados de exportação como estratégia para reduzir a dependência comercial.