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Alckmin diz que governo manterá negociação com os EUA sobre tarifas

Questionado sobre a Lei de Reciprocidade, o vice-presidente afirmou que o instrumento está disponível, mas reforçou que a prioridade segue sendo o diálogo com o governo de Donald Trump.

Segundo Alckmin, a medida anunciada pelos norte-americanos não afeta apenas o Brasil, mas um conjunto de 86 países, incluindo os integrantes da UE - (crédito: Júlio César Silva/Mdic)
Segundo Alckmin, a medida anunciada pelos norte-americanos não afeta apenas o Brasil, mas um conjunto de 86 países, incluindo os integrantes da UE - (crédito: Júlio César Silva/Mdic)

O vice-presidente Geraldo Alckmin voltou a defender a negociação com os Estados Unidos diante das tarifas impostas a produtos brasileiros. Questionado sobre a possibilidade de o governo acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas norte-americanas, ele afirmou que o instrumento está disponível, mas reforçou que a prioridade continua sendo o diálogo com Washington.

Segundo Alckmin, a medida anunciada pelos norte-americanos não afeta apenas o Brasil, mas um conjunto de 86 países, incluindo os integrantes da União Europeia. “O que depender de nós é continuar na mesa de negociação”, afirmou ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após visita às instalações da Avibras, em Jacareí (SP).

Para o vice-presidente, as justificativas apresentadas para a aplicação das tarifas são “injustas” e “descabidas”, citando, entre outros pontos, a alegação de trabalho forçado no Brasil.

Alckmin acrescentou que o governo também atua para apoiar os setores atingidos pelas tarifas, mencionando a autorização de R$ 18,5 bilhões em medidas de apoio, com linhas de crédito para capital de giro, investimentos e aquisição de bens de capital. Além disso, defendeu a diversificação dos mercados de exportação como estratégia para reduzir a dependência comercial.