Moradores de comunidades tradicionais localizadas no interior do Parque Estadual de Mirador participaram, entre os dias 4 e 9 de junho, de mais uma etapa das oficinas voltadas à construção do termo de compromisso que irá orientar a convivência entre as atividades desenvolvidas pelas comunidades e as ações de preservação ambiental na área protegida.
As atividades foram realizadas nos postos da Geraldina, Zé Miguel, Mel e Mosquitos e reuniram 264 participantes, representando cerca de 85% dos povoados situados dentro do parque. O processo também contou com a presença de integrantes do Conselho Consultivo da unidade e representantes de entidades ligadas ao meio ambiente, agricultura familiar e desenvolvimento rural.
Durante os encontros, os participantes debateram temas ligados ao uso sustentável dos recursos naturais, incluindo manejo de rebanhos, medidas de controle ambiental, combate à caça de animais silvestres e propostas de restauração de áreas degradadas.
A construção do documento ocorre de forma participativa, buscando conciliar os modos de vida das comunidades tradicionais com as normas ambientais que regem a unidade de conservação.
“Estamos sendo ouvidos e participando das discussões. A expectativa é que esse trabalho ajude tanto na preservação do parque quanto na melhoria da vida das famílias que vivem aqui”, afirmou o morador Itamar Sousa, da região da Geraldina.
Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), o termo de compromisso deverá estabelecer diretrizes para o uso do território, ações de fiscalização e estratégias de conservação ambiental, garantindo também os direitos das comunidades residentes.
A iniciativa já está em seu terceiro ciclo de oficinas. Um último encontro está previsto para julho, quando deverão ser consolidadas as propostas discutidas ao longo das reuniões.
“O documento é importante porque busca fortalecer as comunidades e garantir que elas participem diretamente das decisões sobre o futuro do parque”, destacou Marciano Rodrigues de Miranda, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais.
As atividades contam com apoio do Programa Copaíbas, voltado à conservação ambiental e ao fortalecimento da gestão de áreas protegidas.
Fonte: GOVMA