Política · EXPANSÃO URBANA

Após três décadas, Câmara de São Luís vota novo Projeto de Lei de Zoneamento Urbano

Proposta que vai definir as regras de crescimento urbano de São Luís recebeu mais de 130 emendas e deve ser apreciada pelo plenário no próximo dia 3 de junho

Parlamento municipal quer ampliar a rede de proteção na capital São Luís (Foto: Reprodução)
Parlamento municipal quer ampliar a rede de proteção na capital São Luís (Foto: Reprodução)

Após mais de três décadas de vigência da atual legislação urbanística, a Câmara Municipal de São Luís se prepara para votar, na próxima quarta-feira (3), o Projeto de Lei Complementar nº 0077/2026, que institui a nova Lei de Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo da capital. Considerada uma das matérias mais importantes para o planejamento urbano da cidade nos últimos anos, a proposta deverá estabelecer as diretrizes para a expansão urbana, a ocupação territorial, a atração de investimentos e a preservação ambiental, influenciando diretamente o desenvolvimento de São Luís nas próximas décadas.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB) o projeto recebeu mais de 130 emendas apresentadas pelos vereadores, refletindo a ampla participação do Legislativo no debate sobre a proposta. “Estamos diante de uma matéria de grande importância para a cidade que definirá as regras orientadoras e o crescimento urbano. Devo adiantar que o projeto recebeu 130 emendas fruto do trabalho dos vereadores junto à sociedade”, declarou o presidente.

A proposta integra um conjunto de mudanças consideradas estratégicas para o planejamento urbano de São Luís. O Projeto de Lei nº 0077/2026 institui o novo Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo Urbano, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Estatuto da Cidade. Sua tramitação ocorre de forma paralela ao Projeto de Lei nº 0076/2026, que regulamenta a Outorga Onerosa do Direito de Construir no município.

Ambas as matérias, de autoria do Poder Executivo, deram entrada na Câmara no dia 27 de março e foram encaminhadas às Comissões de Constituição e Justiça e de Mobilidade Urbana, Regularização Fundiária e Uso e Ocupação do Solo Urbano para emissão de pareceres. O prazo para apresentação de emendas permaneceu aberto até 11 de maio.

O elevado número de propostas de alteração levou a Mesa Diretora a ampliar o prazo inicialmente previsto para a apresentação de emendas, que se encerraria em 5 de maio. A decisão foi motivada pela complexidade técnica do texto e pela necessidade de uma análise mais aprofundada por parte dos parlamentares e de suas equipes, especialmente em aspectos relacionados aos mapas urbanos, coeficientes de aproveitamento e impactos sobre bairros periféricos e áreas rurais.

O debate sobre a nova legislação urbanística também contou com uma ampla etapa de discussões técnicas antes de chegar ao Legislativo. A proposta foi elaborada sob a coordenação da presidente do Instituto da Cidade, Pesquisa e Planejamento Urbano e Rural (INCID), Patrícia Trinta, e da secretária municipal de Urbanismo e Habitação, Érica Garreto.

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