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Ex-deputado Odair Cunha toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União

Escolhido pelo Congresso, novo integrante assume vaga vitalícia na Corte de Contas após aposentadoria compulsória de Aroldo Cedraz

Ex-deputado Odair Cunha toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União

O ex-deputado federal Odair Cunha tomou posse oficialmente, nesta quarta-feira (20), como novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A indicação do parlamentar havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em 14 de abril, ocasião em que recebeu 303 votos. No dia subsequente, o Senado Federal chancelou o nome do ex-deputado por um placar de 50 votos favoráveis e 8 contrários.
A vaga na Corte de Contas decorre da aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz, que deixou as funções em fevereiro deste ano. No TCU, o cargo de ministro é vitalício, sendo a destituição obrigatória somente quando o magistrado atinge o limite de 75 anos de idade.

O Tribunal de Contas da União é a instituição responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais, prestando auxílio direto ao Congresso Nacional. O colegiado da Corte é constituído por nove ministros: três indicados pela Câmara dos Deputados, três pelo Senado Federal e três pelo presidente da República — sendo que, das indicações do Poder Executivo, duas vagas são obrigatoriamente preenchidas por quadros técnicos do próprio tribunal ou do Ministério Público de Contas (MPC).

Perfil e atuação parlamentar

Natural de Minas Gerais e com 41 anos de idade, Odair Cunha é graduado pela Faculdade de Direito de Varginha, no sul do estado mineiro. No pleito de 2022, o político conquistou seu sexto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.

Em sua trajetória no parlamento, Cunha posicionou-se de forma contrária à Reforma da Previdência, à autonomia formal do Banco Central, aos projetos de privatização dos Correios e da Eletrobras, bem como às Propostas de Emenda à Constituição (PECs) dos Precatórios e do Voto Impresso. Em contrapartida, registrou voto favorável à elevação do fundo eleitoral para o patamar de R$ 5,7 bilhões.

Na estrutura interna da Câmara dos Deputados, ocupou o posto de Terceiro-Secretário da Mesa Diretora, além de ter exercido a função de vice-líder do governo tanto na Câmara quanto no Congresso Nacional.

No âmbito estadual, desempenhou o cargo de secretário de Estado de Governo de Minas Gerais entre os anos de 2015 e 2018, período no qual respondeu pela articulação política, coordenação institucional e pelo diálogo do Executivo com os demais poderes, municípios, órgãos de controle e sociedade civil.