Cidadania · Renegociação de dívidas

Desenrola 2.0 alcança marca de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas, afirma Durigan

Programa registra 200 mil pedidos em análise e governo planeja expandir benefícios para estudantes do Fies e consumidores adimplentes

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O programa Desenrola 2.0, iniciativa do Governo Federal focada na recuperação de crédito e renegociação de dívidas bancárias, está prestes a atingir o montante de R$ 1 bilhão em débitos regularizados. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (11) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que detalhou o balanço inicial da medida. Segundo o ministro, as instituições financeiras já processam cerca de 200 mil solicitações, sendo que metade deste volume já se encontra em fase de conclusão.

O público-alvo prioritário desta fase são cidadãos com rendimento mensal de até cinco salários mínimos, o que representa atualmente o teto de R$ 8.105. Além do foco nos brasileiros de baixa renda, Durigan anunciou que a modalidade voltada para estudantes inadimplentes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) deverá estar plenamente operacional ainda no decorrer desta semana. O governo também estuda o lançamento de uma fase inédita destinada a premiar consumidores que mantêm suas contas em dia, funcionando como um incentivo à adimplência, embora os detalhes dessa etapa devam ser divulgados posteriormente.

O funcionamento do Desenrola 2.0 baseia-se na oferta de novos empréstimos com condições facilitadas para quitar débitos antigos contraídos até o final de janeiro de 2026. Estão incluídas no programa dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos, especificamente ligadas a modalidades de alto custo, como cheque especial e cartão de crédito. As condições de renegociação são agressivas, prevendo descontos que podem chegar a 90% do valor total e taxas de juros limitadas a 1,99% ao mês, com possibilidade de parcelamento em até 48 vezes.

Uma das novidades desta edição é a integração com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo total ou o valor mínimo de R$ 1 mil para amortizar suas pendências financeiras. A estratégia faz parte de um esforço maior para reduzir o comprometimento da renda das famílias brasileiras e frear o uso de linhas de crédito emergenciais.

A estrutura do novo programa foi dividida em quatro pilares específicos para atender diferentes perfis: Famílias, Fies, Empresas e Rural. No caso específico dos estudantes, os abatimentos são substanciais, podendo atingir 99% da dívida para aqueles inscritos no CadÚnico e com débitos vencidos há mais de um ano. A meta global do Ministério da Fazenda é movimentar até R$ 42 bilhões em renegociações durante os 90 dias previstos para a mobilização nacional, combatendo o cenário de alto endividamento que atinge milhões de lares no país.

*Fonte: Agência Brasil