Brasil · Futebol

Uefa multa Benfica em R$ 240 mil por ofensas racistas contra Vini Jr. na Champions League

Entidade impõe interdição parcial de 500 assentos no Estádio da Luz com caráter suspensivo; punição ocorre após denúncia de insultos proferidos por torcedores e pelo jogador Prestianni

Benfica x Real Madrid  (Foto: Divulgação/Sport Lisboa e Benfica)
Benfica x Real Madrid (Foto: Divulgação/Sport Lisboa e Benfica)

A luta contra o racismo no futebol europeu ganhou um novo capítulo jurídico com a punição oficial aplicada pela Uefa ao Benfica. A entidade máxima do futebol continental multou o clube português em 40 mil euros (aproximadamente R$ 240 mil) devido aos episódios de injúria racial direcionados ao atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid. Além da sanção financeira, a Comissão de Controle, Ética e Disciplina determinou o fechamento parcial de 500 assentos no Estádio da Luz, medida que fica suspensa por um período de um ano, sendo aplicada apenas em caso de reincidência.

O incidente, ocorrido em 17 de fevereiro durante um confronto decisivo da Champions League, gerou indignação imediata. Após marcar o gol da vitória merengue, Vini Jr. foi alvo de ofensas racistas proferidas pelo jogador Prestianni, do Benfica, além de insultos vindos de setores específicos da arquibancada. A gravidade da situação levou à paralisação temporária da partida e ao acionamento do protocolo antirracismo da Uefa, evidenciando que o ambiente nos estádios europeus ainda exige vigilância extrema contra o preconceito.

Para a definição da sentença, a Uefa levou em conta a postura colaborativa da diretoria encarnada. O Benfica agiu rapidamente ao identificar parte dos torcedores envolvidos, suspendendo o vínculo de sócios e instaurando processos disciplinares internos. Essa “lição de casa” administrativa foi fundamental para que a Uefa não aplicasse uma interdição imediata de todo o estádio, optando pela sanção educativa com caráter suspensivo, que coloca o clube sob observação rigorosa pelos próximos 12 meses.

A punição reforça o papel de Vinícius Júnior como a principal voz global contra o racismo no esporte, ao mesmo tempo em que pressiona os clubes a assumirem a responsabilidade pelo comportamento de seus atletas e torcedores. Embora a multa financeira seja considerada baixa para os padrões da Champions League, a ameaça de portões parcialmente fechados serve como um alerta financeiro e reputacional para o Benfica, em um momento em que a tolerância das federações internacionais para crimes de ódio parece estar, finalmente, diminuindo.