Economia · CPMI

CPMI do INSS aprova prorrogação de 120 dias enquanto aguarda decisão do STF

Colegiado estende funcionamento com base em liminar de André Mendonça, enquanto Suprema Corte ainda analisa validade da medida

Foto: Lula Marques
Foto: Lula Marques

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26/3), a prorrogação dos trabalhos por até 120 dias, mesmo sem decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. A medida foi tomada com base em liminar concedida pelo ministro André Mendonça. Após a deliberação, a sessão foi suspensa e deve ser retomada ainda nesta tarde.

O movimento ocorre em meio à expectativa pelo julgamento do STF, que decidirá se mantém ou derruba a extensão do prazo da comissão. A análise da Corte é considerada decisiva para o futuro da investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao anunciar a prorrogação, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a comissão cumpre a determinação judicial. “Como decisão judicial a gente cumpre e não questiona, e em nome dos aposentados, dos órfãos e das viúvas de um Brasil que quer o combate da corrupção, eu declaro prorrogada esta CPMI por 120 dias”, declarou.

Caso o STF decida contra a prorrogação, a liminar de Mendonça perde automaticamente a validade. O ministro havia determinado prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), lesse o requerimento de extensão dos trabalhos no Congresso.

Na decisão, Mendonça também orientou que a Mesa Diretora do Congresso adotasse as providências necessárias para formalizar o pedido de prorrogação, respeitando o prazo solicitado por ao menos um terço dos parlamentares e os limites regimentais da legislatura

Havia divergência sobre o horário de recebimento da liminar pela Advocacia do Senado, o que gerou dúvidas sobre a validade dos prazos. Com a confirmação de que o documento foi registrado pela manhã, consolidou-se o entendimento de que a CPMI pode seguir funcionando, ao menos até a conclusão do julgamento pelo STF.

*Fonte: Correio Braziliense

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