A nova alta nos preços internacionais do petróleo motivou o Ministério da Fazenda a adiar para a próxima semana a decisão sobre o encerramento do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. O chefe da pasta, Dario Durigan, planejava anunciar o fim da subvenção, mas mudou de estratégia após os recentes ataques militares entre Estados Unidos e Irã, evento que provocou uma escalada imediata no valor do barril.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro explicou que a cotação da commodity retornou ao patamar de US$ 80, o que exige prudência por parte da equipe econômica. A viabilidade de retirar o subsídio de forma parcial ou total será reavaliada nos próximos dias, lembrando que a medida visa blindar o mercado interno contra choques externos, evitando que a volatilidade global pressione a inflação e encareça o custo de vida dos brasileiros.
Apesar da instabilidade no cenário geopolítico, o governo federal assegurou que o panorama de incertezas não interfere nas metas nacionais voltadas à sustentabilidade. Os planos para ampliar a presença de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel continuam mantidos conforme as diretrizes estabelecidas pela legislação de transição energética do país.
A regulamentação amparada pela Lei do Combustível do Futuro prevê que o percentual de etanol adicionado à gasolina C oscile entre 27% e 35%, enquanto a proporção de biodiesel no combustível fóssil deve atingir gradualmente a marca de 20% até março de 2030. De acordo com Durigan, o atual contexto internacional fortalece a política energética adotada pelo Brasil, e o governo não descarta propor índices de mistura ainda mais elevados no futuro.
*Fonte: Agência Brasil