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Cesta básica acumula alta de 4,02% em São Luís no primeiro semestre de 2026

Capital maranhense tem uma das cestas básicas mais baratas do país, mas preços seguem em alta nos seis primeiros meses do ano

Foto: Freepik
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O custo da cesta básica acumulou alta de 4,02% em São Luís nos seis primeiros meses de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar de registrar o menor aumento entre as capitais pesquisadas no período, os alimentos continuam pesando no orçamento das famílias da capital maranhense.

Em junho, o levantamento apontou aumento no preço da cesta básica em 17 capitais brasileiras. Nas demais cidades pesquisadas, além do Distrito Federal, houve redução no custo médio dos alimentos. As maiores altas do mês foram registradas em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

Entre os produtos que mais contribuíram para a elevação dos preços está o feijão, que apresentou aumento em todas as capitais analisadas. Segundo o Dieese, a valorização é resultado da redução da área cultivada e de problemas climáticos que afetaram a primeira e a segunda safras. Também ficaram mais caros o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral.

Mesmo com a alta acumulada ao longo do ano, São Luís segue entre as capitais com a cesta básica de menor custo do país. Em junho, o conjunto de alimentos essenciais custou, em média, R$ 654,73. Entre as cidades das regiões Norte e Nordeste, apenas Aracaju registrou valor inferior, com R$ 630,40. Na sequência aparecem Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Já a cesta básica mais cara do Brasil foi registrada em São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 965,47. Em seguida aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Com base no custo da cesta mais cara do país e considerando que o salário mínimo deveria ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, lazer e outros itens essenciais, o Dieese estima que o valor ideal do salário mínimo em junho seria de R$ 8.110,92, cerca de cinco vezes superior ao piso nacional vigente, de R$ 1.621.

*Fonte: GOV