Justiça · risco ambiental

Moradores da Vila Maranhão podem voltar para casa se empresa cumprir exigências

Cerca de 77 famílias deixaram suas residências por risco ambiental causado por vazamento de fertilizantes.

Moradores da Vila Maranhão, em São Luís, foram retirados de suas casas após a Justiça classificar a área como cenário de desastre ambiental (Foto: Reprodução)
Moradores da Vila Maranhão, em São Luís, foram retirados de suas casas após a Justiça classificar a área como cenário de desastre ambiental (Foto: Reprodução)

A Justiça autorizou o retorno gradual dos moradores da Vila Maranhão, em São Luís, mas condicionou a medida ao cumprimento de uma série de determinações impostas à empresa responsável pelo vazamento de fertilizantes na área industrial da comunidade. Aproximadamente 300 pessoas foram afetadas.

A decisão foi discutida em audiência no Fórum Sarney Costa, com participação de representantes das famílias, Ministério Público, órgãos ambientais, Defesa Civil e técnicos do poder público estadual e municipal. O encontro avaliou o que já foi cumprido e estabeleceu novas condições para que a população volte com segurança às residências.

Pelo acordo, a empresa só poderá operar em ambiente interno e coberto, além de implantar estruturas de contenção e uma estação de tratamento e decantação para reduzir riscos ambientais. Também terá de ampliar o fornecimento de água potável e água mineral às famílias atingidas.

Uma nova audiência foi marcada para daqui a 30 dias. Na próxima etapa, as instituições deverão apresentar estimativa dos danos ambientais e discutir eventual acordo definitivo.

Justiça determina retirada de famílias após vazamento químico na Vila Maranhão

A retirada dos moradores ocorreu após relatos de coceiras na pele, agravamento de problemas respiratórios e forte odor químico na região. Moradores também apontaram poeira constante, manchas na vegetação e alteração na cor da água.

A determinação emergencial partiu da Vara de Interesses Difusos e Coletivos depois de relatórios técnicos confirmarem risco ambiental. A empresa teve de custear hospedagem provisória, atendimento médico e exames toxicológicos, além de remover maquinário contaminado e apresentar plano de contingência.

O caso segue acompanhado pelo Ministério Público do Estado do Maranhão e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais. Novas inspeções devem avaliar se todas as exigências foram cumpridas antes do retorno definitivo das famílias.