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Moraes determina perícia médica em Bolsonaro após pedido de cirurgia

Ministro do STF quer avaliação da PF em até 15 dias; defesa alega piora no quadro de saúde e volta a pedir prisão domiciliar

Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Sergio Lima/AFP)
Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Sergio Lima/AFP)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (11) que Jair Bolsonaro passe por uma perícia médica oficial da Polícia Federal no prazo de 15 dias. A medida busca confirmar a real necessidade da cirurgia reivindicada pela defesa do ex-presidente.

Moraes destacou na decisão que Bolsonaro foi submetido a exames antes de ser preso, em 22 de novembro, sem que tenha sido identificada qualquer urgência cirúrgica. O ministro ressaltou ainda que o ex-presidente tem acesso a atendimento médico integral desde o início do cumprimento da pena. Até agora, segundo Moraes, não houve registro de agravamento súbito ou situação emergencial.

Condenado a 27 anos e três meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022, Bolsonaro cumpre pena em regime fechado numa sala especial instalada em um prédio da Polícia Federal, em Brasília, onde recebe visitas regulares de familiares e advogados. Nesta quinta, Moraes autorizou novamente as visitas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Defesa fala em piora e pede nova internação

Na terça-feira (9), os advogados de Bolsonaro alegaram que seu estado de saúde teria piorado, afirmando que ele enfrenta crises recorrentes de soluços associadas a uma hérnia inguinal. A defesa pediu autorização para que ele deixe a prisão e seja internado por até sete dias em um hospital particular de Brasília para realizar o procedimento cirúrgico.

Os advogados também reiteraram o pedido para que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar, sob o argumento de que o ambiente carcerário é incompatível com suas condições clínicas. Segundo a defesa, a legislação prevê o regime domiciliar para casos em que a permanência no regime fechado represente risco à integridade física do preso.

A decisão de Moraes sobre o pedido de internação e sobre a prisão domiciliar ainda não foi anunciada.

*Fonte: Agência Brasil

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