#15M

Protestos de estudantes paralisam UFMA e IFMA nesta quarta

O ato principal contra os cortes de 30% do MEC está marcado para as 15h, na Praça Deodoro

Foto: Reprodução

Estudantes e professores do IFMA e UFMA paralisaram as aulas e estão nas ruas de São Luís nesta quarta-feira (15) para protestar os cortes do MEC. O ato principal está marcado para as 15h, na Praça Deodoro, no Centro.

Os protestos estudantis denominados de “Greve Nacional da Educação” ou “15 de maio” estão previstos para acontecer em todo o Brasil, com o objetivo de barrar o bloqueio orçamentário de 30% anunciado pelo Governo Bolsonaro a instituições federais de ensino.

Leia também: UFMA tem 30% do orçamento cortado e pode encerrar atividades

IFMA pode fechar as portas até o final deste ano

Em São Luís, a primeira mobilização se iniciou às 6h da manhã em frente ao campus da UFMA do Bacanga e travou parcialmente a av. dos Portugueses. A Reitora, Nair Portela, esteve presente e confirmou que, além da capital, todos os outros oito campi da universidade no interior do Maranhão correm risco de fechar as portas em julho.

“Se esse corte se mantiver, a universidade não terá condições de funcionar no segundo semestre. Além dos cortes que já vinham desde 2015, agora, com esse corte incisivo nas nossas ações essenciais, nós não temos condições de dar funcionamento à universidade”, pontua.

Anteriormente, o IFMA já havia anunciado que fechará as portas até o final do ano caso o contingenciamento aconteça.

Também marcou presença nesta manhã o diretor do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), prof. Cláudio Mendonça. Segundo ele, não só o ensino está em jogo, mas também as pesquisas.

“Mais de 90% das pesquisas do Brasil são frutos do resultado de quem constrói as universidades brasileiras. O impacto é catastrófico. Talvez, um dos piores cenários que a universidade pública já atravessou nas últimas décadas”, pondera.

Ainda segundo o professor, o ato deste dia 15 é o primeiro passo para fortalecer a greve geral que está sendo planejada para acontecer em junho.

Para o ato geral, a partir das 15h, o programado é partir da praça Deodoro em direção à praça dos Catraieiros.

Além de instituições locais que tiveram as verbas cortadas, entidades da UEMA, do Liceu Maranhense e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) também declararam adesão à manifestação.

Cortes do MEC

No dia 30 do último mês, o Ministério da Educação anunciou um bloqueio de 30% para todas as universidades e todos os institutos. Inicialmente, o corte seria destinado apenas à UNB, UFF e à UFBA, mas foi estendido a todas do país após reações negativas à decisão. O valor retirado do orçamento chega a R$7,4 bilhões.

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, os cortes ocorreram em decorrência de uma suposta “balbúrdia” que estaria acontecendo nestes locais.

Os cortes não foram suspensos

Na noite da última quinta-feira (14), véspera da greve anunciada, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, veio à público declarar que Jair Bolsonaro havia voltado atrás e determinado que não haveriam mais cortes no MEC.

A informação, entretanto, foi logo desmentida pela Casa Civil de Onyx Lorenzoni. De acordo com a pasta, os contingenciamentos de verbas discricionárias no MEC permanecem como antes.

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