BLOQUEIO DO MEC

UFMA tem 30% do orçamento cortado e pode encerrar atividades

O corte anunciado pelo MEC para o segundo semestre da Universidade chega a R$33 milhões

Foto: Divulgação

Além da possibilidade de encerramento de atividades do IFMA devido ao corte de 38% anunciado pelo MEC, outra instituição de ensino público corre riscos no segundo semestre. A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) confirmou o bloqueio de 30% das verbas, o correspondente a R$33 milhões, e também corre risco de fechar as portas, segundo a assessoria de comunicação.

Leia também: IFMA pode fechar as portas até o final do ano

Do valor bloqueado total, R$26 milhões foram cortados da verba destinada à manutenção do estabelecimento – contas de energia, água, telefonia, entre outros; e os outros R$7 milhões, da ementa – destinados à compra de materiais, equipamentos laboratoriais e obras.

Com o corte, o instituto assegurou que não será mais possível comprar insumos para os laboratórios.

Segundo a UFMA, por ora, não há como dar a certeza de que suas atividades serão de fato encerradas por falta de verba, mas é uma possibilidade.

“Pela lógica, com esse orçamento, não há como continuar. Mas não tem como dar uma certeza, pois a Universidade já vinha, antes, passando por esta situação de fechar, mas não fechou”, afirmou a assessoria da instituição.

Em nota, a reitoria lembra que o instituto já vinha trabalhando com o orçamento bastante restrito. “O contingenciamento de recursos por parte do governo federal tem sido frequente desde 2015, comprometendo o investimento em equipamentos, urbanização e a conclusão de obras fundamentais para a Instituição”, diz o texto.

A manifestação da reitoria


Neste domingo (5), a reitoria manifestou preocupação com a situação e diz que o bloqueio “impactará fortemente nas atividades de ensino, pesquisa e extensão da Instituição”.

“Ainda que, momentaneamente, as notícias sejam desanimadoras, a gestão da UFMA está se dedicando, com afinco, na luta pela manutenção de um trabalho cotidiano nas melhores condições possíveis”, diz, em nota.

Ainda segundo o texto, a Universidade aposta no diálogo com agentes federais e com a bancada maranhense para a liberação de emendas parlamentares já aprovadas – mas bloqueadas pelo governo federal – para recuperar investimentos e concluir obras.

“A UFMA reitera seu compromisso com a defesa da nossa Universidade, empreendendo todos os esforços para que as atividades de ensino, pesquisa e extensão prossigam, mesmo que algumas medidas sejam necessárias para lidar com o momento adverso pelo qual passam as universidades federais no Brasil. (…) E conclamamos a comunidade acadêmica a manter-se unida em prol da manutenção da universidade pública, gratuita e de qualidade”, defende.

Os cortes do MEC

No último dia 30, o Ministério da Educação anunciou um bloqueio de 30% para todas as universidades e todos os institutos. Inicialmente, o corte seria destinado apenas à UNB, UFF e à UFBA, mas foi estendido a todas do país após reações negativas à decisão. O valor retirado do orçamento chega a R$7,4 bilhões.

De acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, os cortes ocorreram em decorrência de uma suposta “balbúrdia” que estaria acontecendo nestes locais.

Com a medida abrangendo todo o Brasil, a porcentagem do corte varia para maior ou menor de acordo com “parâmetros”, como o “desempenho acadêmico e o impacto no mercado de trabalho” de cada instituição. Os cortes deverão valer a partir do segundo semestre deste ano.

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