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Flávio Dino propõe que a esquerda busque um novo caminho

O governador defende uma formação que alinhe as esquerdas em 2018

Passadas as eleições, os partidos de esquerda no Brasil sentem que precisam encontrar um rumo que os façam sobreviver nas próximas jornadas políticas. Levaram um tremendo pontapé da direita, que ganhou musculatura, diante do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e do massacre contra o PT. Tudo conjugado com as forças conservadoras das mídias e do Judiciário. Agora, o governador Flávio Dino, liderança maior do PCdoB nacional, propõe que, diante do tombo eleitoral de 2016, a esquerda precisa buscar um novo caminho.
Ele defende a formação de uma frente que alinhe as esquerdas em 2018, sempre olhando para frente, e esquecer o retrovisor. “Discursos do tipo ‘eu avisei’ não resolvem nada”, avisa Flávio Dino, ao mesmo tempo em que faz a defesa de um programa que responda aos “desafios da Nação”. O candidato presidencial em 2018, o governador diz que não precisa ser obrigatoriamente Luiz Inácio Lula da Silva. Analisa que o resultado desfavorável à esquerda tem origem na crise econômica e no desemprego, o que acabou beneficiando a onda chamada antipolítica. Apontou Ciro Gomes como opção da esquerda em 2018.
Em entrevista à “Coluna do Estadão”, Dino repetiu o que defende há mais de um ano: a tese de um rearranjo mais frentista, parecido com o do Uruguai. “A esquerda deve buscar algum tipo de frente mais orgânica, que consiga atrair o chamado centro político. Quando me refiro ao centro político não me refiro a partido A ou B. Mas sim ao centro da sociedade.A perda de identidade”, acrescentou.
Flávio Dino sabe que a esquerda no Brasil tem uma história de avanços e recuos, pequenas vitórias e grandes derrotas. Ele é o primeiro governador do PCdoB, partido mais antigo no país, que já sofreu revés em vários momentos da história, como o tempo em que foi expurgado para a clandestinidade. Dino prevê uma temporada de turbulências e que a Lava-Jato tem uma força muito profunda. “Esse fator de instabilidade institucional ainda vai continuar. Além disso, tem um clima de muita disputa entre os Poderes e dentro deles”, resumiu.
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O Imparcial
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