FILOSOFIA

Palestra desvenda por meio da filosofia o mito do Rei Artur

Como forma de entender uma das lendas que mais atraiu o homem da civilização ocidental é a figura do Rei Artur. A Nova Acrópole promove uma palestra sobre que pode contribuir para a melhora da condição humana

Reprodução

As histórias do Rei Artur e do Mago Merlin vivem nos sonhos e aspirações dos homens de todos os tempos e transmitem-nos conhecimento de ensinamentos milenários vestidos com as roupas da época em que foram escritos. Uma das lendas que mais atraiu o homem da  civilização ocidental é a do Rei Artur. Nos últimos oito séculos escreveram-se inúmeras versões e adaptações deste “mito”. Ao ler versões díspares e até contraditórias, perguntamo-nos: o Rei Artur existiu realmente? São fatos históricos que nos narram ou é apenas fantasia? Existirá algum ensinamento oculto nestas lendas?

Esta e outros questionamentos poderão ser esclarecidos na palestra O Mito do Rei Artur com o professor Igor Lago, neste domingo (30), às 17h, na Livraria da Associação Maranhense dos Escritores Independentes (Amei), no São Luís Shopping, no bairro do Jaracati.

Segundo Igor Lago, da Nova Acrópole que faz o estudo da filosofia aplicada, o mito do Rei Artur e seus cavalheiros estão mais próximos de nós e de nossas mais profundas necessidades do que imaginamos.

Igor Lago explica que mitos falam dos elementos que devemos conhecer, lutar e vencer para extrair o melhor de nossa condição humana.  Ele acrescenta ainda que muitos pensam que o ciclo do rei Artur é composto por histórias curiosas com as quais os trovadores divertiam as pessoas daquela época sombria e triste.

O professor, ressalta que em parte, eles têm razão, porque muitas delas propagavam lendas cujo significado simbólico desconheciam, acrescentando entretanto passagens da sua própria autoria. E que Isso deve ser levado em conta pelo estudioso, para não ver estranhos simbolismos onde não há, senão ficção.

“É necessário, portanto, para a compreensão global das lendas de Artur, considerar tanto o ponto de vista literário como o esotérico. Também é claro que estas histórias refletem a antiga mitologia celta, e que, devido ao tempo em que foram escritas, são revestidas com uma pátina cristã, como tantas outras lendas e mitos dos chamados pagãos. Há testemunhos históricos que afirmam que existiu um chefe Bretão no século V chamado Artur, também não devemos desvalorizar o momento histórico em que se escreveram a maioria destes relatos, que se centram no século XII, dado que os usos e costumes e até mesmo as personagens das novelas são um reflexo das desse século” disse Igor Lago.

Durante a palestra O Mito do Rei Artur, o público terá a oportunidade de conhecer sete chaves diferentes que ajudam no estudo a entender este mito. Entre elas está o amor.

Sobre o Rei Artur

Rei Artur é um lendário líder britânico que, de acordo com as histórias medievais e romances de cavalaria, liderou a defesa da Grã-Bretanha contra os invasores saxões no final do século V e no início do século VI. Os detalhes das histórias Arturianas são em sua maioria compostas por folclore e invenções literárias, e sua existência histórica é motivo de debate acadêmico entre os historiadores contemporâneos. O contexto histórico escasso sobre Artur foi construído a partir de várias fontes, incluindo o Annales Cambriae, a Historia Brittonum e os escritos de Gildas. O nome de Artur também é citado em poesias medievais, como a de Y Gododdin.

Para mais informações: (98) 98458-5115

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