COMBATE ÀS FAKE NEWS

Whatsapp permitirá bloqueio de mensagens muito compartilhadas

Em fase de teste, atualização permitirá que administrador de grupo bloqueie conteúdo encaminhado muitas vezes, com intuito de reduzir a divulgação de informações falsas.

Reprodução

O WhatsApp está testando mais uma nova função com objetivo de combater a distribuição de Fake News no mensageiro. A novidade permitirá bloquear o compartilhamento de mensagens que foram encaminhadas muitas vezes. Essa opção ainda está em testes e ainda não aparece nem para os usuários da última versão beta.

De acordo com o WABetaInfo, a configuração estará disponível para os administradores de grupos e vai bloquear mensagens que tenham sido encaminhadas mais de cinco vezes por usuários do aplicativo. Mas fique tranquilo, ainda será possível copiar e colar uma mensagem manualmente para colocá-la em um grupo que estiver com o bloqueio ativado.

Não sabemos quando a ferramenta será lançada para todos os usuários, mais detalhes devem aparecer ao longo das próximas atualizações do aplicativo.

Entre as outras medidas tomadas recentemente pelo Whatsapp para “combater a desinformação no Brasil”, estão:

  • A remoção de “centenas de milhares” de contas pela prática de spam, com o uso de inteligência artificial;
  • Sinalizar as mensagens que são encaminhadas, para que os leitores saibam que ela não foi escrita pelo remetente;
  • Dar aos administradores maior controle sobre os grupos. Agora os administradores podem decidir quem pode enviar mensagens, por exemplo, e impedir que pessoas que foram removidas diversas vezes de um mesmo grupo possam retornar a ele;
  • Trabalho em conjunto com projetos de checagem de fatos, como a Aos Fatos e o Projeto Comprova, que reúne 24 veículos jornalísticos brasileiros;
  • Promoção de conscientização do público por meio de campanhas como a “Compartilhe fatos, não rumores”, projetada para alcançar 50 milhões de brasileiros. A campanha ajuda a identificar fake news;
  • Colaboração com as autoridades. Segundo o Whatsapp, já houve atuação em conjunto com “1,4 mil policiais, procuradores e autoridades judiciais em 10 cidades e 600 autoridades de cortes eleitorais, atendendo aos pedidos de informações durante investigações, o que não inclui o conteúdo das mensagens, que é protegido por criptografia de ponta a ponta. No entanto, a informação limitada que podemos conceder ajudou a prevenir e solucionar crimes”, diz a nota.
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