IGUALDADE

De acordo com o IBGE, mulheres ganham menos até em cargos em que são maioria

A desigualdade de gênero no mercado de trabalho gera uma perda média de 15% nas economias dos países, segundo a ONU Mulheres.

Mesmo exercendo funções iguais, a maioria das mulheres sempre recebeu salário mais baixos que os homens. Isso acontece inclusive em profissões onde elas predominam: secretárias, serviços domésticos, professoras de ensino fundamental e até vendedoras de cosméticos.

De acordo com o Instituto Brasileira de Geografia Estatística, IBGE, em 2018 a população na faixa etária de 25 a 49 anos totalizavam 56,4 milhões de pessoas no Brasil. Desse número, 54,7% eram homens e 45,3% mulheres. Na comparação entre salários, essas mulheres ganhavam em média R$ 2.050, valor inferior ao salário dos homens de 25 a 49 anos que recebiam, em média, R$ 2.579.

O estudo “Diferença dos rendimento do trabalho de mulheres e homens nos grupos ocupacionais – Pnad Continuada 2018” mostra que no grupo dos profissionais classificados como ciências e intelectuais a participação das mulheres é  63%, mas os rendimentos equivaliam a 64,8% da remuneração dos homens.

No setor de cosméticos, eles são minoria e ainda ganham mais. Nesse setor, elas representam 59% do contingente de trabalho, mas recebem valor equivalente a 66,2% da renda masculina.

Já para os cargos altos de diretoria e gerência as mulheres estão em desvantagem. Elas receberam o equivalente a 71,3% da remuneração dos homens e representavam apenas 41,8% dos cargos de comando.

O estudo “Diferença do rendimento do trabalho de mulheres e homens nos grupos ocupacionais – Pnad Contínua 2018” analisou, em nível Brasil, as horas trabalhadas, a cor ou raça, a idade, o nível de instrução das mulheres ocupadas de 25 a 49 anos. Também foi estudada a distribuição por sexo nos grupamentos ocupacionais e as diferenças de rendimento médio real entre mulheres e homens.

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