PLEITO

Começa a corrida eleitoral pela UFMA

De acordo com o cronograma, os registros de candidaturas começam hoje, segunda-feira (6), e encerram-se no dia 10 de maio

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A corrida eleitoral para reitor e vice-reitor da Universidade Federal do Maranhão já está movimentando alunos, professores e funcionários da instituição. As datas do processo foram divulgadas esta semana pela comissão eleitoral responsável pela organização do pleito que também é conhecido como consulta prévia. De acordo com o cronograma, os registros de candidaturas começam hoje, segunda-feira (6), e encerram-se no dia 10 de maio. Já a campanha eleitoral inicia em 6 de junho e se estende até o dia da eleição, dia 26 de junho. As eleições para reitor e vice-reitor são independentes. Ou seja, cada candidato aos cargos concorre individualmente.

A consulta prévia acontecerá no Campus São Luís, nos seguintes locais: Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET); Centro de Ciências Humanas (CCH); Centro de Ciências Sociais (CCSo); Prédio da Biblioteca; Colégio Universitário; Prédio de Enfermagem; Hospital Universitário; Prédio de Medicina (ILA), e nos integrados como o Núcleo de Esportes, prédio de Odontologia e Farmácia, Prefeitura de Campus, prédio Castelão e também no Campi interior do estado: Campus de Bacabal, Campus de Santa Inês, Campus de Chapadinha, Campus de Codó, Campus de Grajaú, Campus de Imperatriz, Campus de Pinheiro, e Campus de São Bernardo.

Por lei, o reitor e o vice-reitor de universidades federais são nomeados pelo presidente da República, escolhidos dentre os indicados em listas tríplices elaboradas pelo colegiado máximo da instituição, ou por outro colegiado que o englobe, instituído especificamente para este fim. Até o presente momento, sempre o primeiro colocado foi escolhido, situação essa vivida por Nair Portela em 2015, Natalino Salgado em 2007 e 2011, assim como os demais: Fernando Ramos, Othon Bastos e outros. Entre os nomes que já anunciaram a intenção de entrar na disputa, O Imparcial conversou com alguns pré-candidatos ao cargo de reitor, entre eles, o professor e doutor  Natalino Salgado, o professor doutor João de Deus Mendes da Silva e Ridvan Nunes Fernandes; os pré-candidatos  a vice-reitor, o professor doutor Marcos Fábio, o ex-vice-reitor professor doutor Antônio Oliveira, e o atual pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do departamento de Engenharia Elétrica, o professor Allan Kardec.

Para o professor Rídvan Nunes, que é candidato a reitor, revelou que a motivação em concorrer ao cargo foi a sua trajetória dentro da instituição. “Tenho 30 anos de vivência na universidade que me possibilitou a fazer doutorado e pós-doutorado no exterior, além de ter me dado a oportunidade de participar na gestão acadêmica onde eu fui chefe de departamento por quatro oportunidades, fui coordenador de pós-graduação por quatro oportunidades no mestrado em Química. Sou atualmente diretor do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia que tem grande importância na instituição, formador de conhecimento. E um ambiente de trabalho que me motiva para pleitear a reitoria”, disse Rídvan Nunes.

O professor Natalino Salgado revelou que tem dedicado a sua vida ao serviço público  mais especificamente, à UFMA, onde foi diretor do Hospital Universitário (HU) por 10 anos e reitor, por dois mandatos. “Foram dois momentos de transformação da nossa Universidade.  O HU tornou-se uma referência entre os hospitais de ensino de todo país e, quando fui reitor, em oito anos, a UFMA viveu a maior expansão de sua história. As transformações se deram em todos os âmbitos (ensino, pesquisa, extensão, inovação, infraestrutura, sustentabilidade, ações de inclusão, responsabilidade social, entre outras grandes atuações, mas a maior conquista de nossa gestão foi finalizar meu mandato com o reconhecimento e o apoio da comunidade acadêmica bem como a aprovação da sociedade maranhense acerca do trabalho por nós desenvolvido”, pontuou Natalino Salgado.

Em entrevista a O Imparcial, o professor João de Deus  lembrou que recentemente as universidades federais do país sofreram esse duro golpe de bloqueio de 30% dos recursos no segundo semestre. “Manter a universidade em funcionamento será o grande desafio para o próximo reitor ou reitora da UFMA. É da natureza da universidade essa superação. Espero que a campanha transcorra da melhor forma possível”, disse o professor que conta com o apoio da atual reitora Nair Portela. João de Deus que foi reitor de Assuntos Estudantis e hoje pró-reitor de Planejamento Acadêmico  acrescentou ainda que Nair Portela foi a primeira mulher a dirigir a instituição depois de 50 anos. Segundo ele, em seu entendimento a reitora fez um bom trabalho, apesar das dificuldades. “Não vamos esquecer, que assim quando ela ingressou na universidade como gestora, o país teve um rompimento seríssimo com a democracia com a saída da presidente Dilma Rousseff; ingressou o governo Temer, também ocorreram diversos cortes do financiamentos da universidade, enfim, foi uma gestão de muitos desafios que ela teve que enfrentar ao longo desses quase quatro anos. E obviamente esse apoio me deixa muito honrado. Seria muito difícil ser candidato sem apoio da pessoa que me deu as condições de ajuda-la a dirigir a instituição”, disse João de Deus.

Pré-candidatos a vice-reitores falam sobre o processo


Quem também está na corrida pelo cargo de vice-reitor, é o professor Antonio José Silva Oliveira, do departamento de Física. O candidato já exerceu o cargo de vice-reitor em dois mandatos na gestão do professor Natalino Salgado de 2007 a 2011 e 2011 a 2015 e nós tivemos muitas atividades que fizeram com que a universidade crescesse, inclusive trouxemos o encontro da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 2012, durante as comemorações dos 400 anos de São Luís, além de congressos, expansão física da UFMA que se tornou um verdadeiro canteiro de obras entre outras ações. “Assistimos nos últimos anos a universidade ser desconstruída e eu acho que o maior problema está relacionado á gestão. A universidade é pública. A gestão que eu fiz há dois anos, atrás foi tornar a universidade mais próxima da população”, ressaltou o professor Oliveira. Já o professor Allan Kardek que é pré-candidato a vice-reitor adiantou que vai fazer o seu registro na quarta-feira, pois na segunda-feira, ele viaja a Brasília onde tem uma agenda com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Afirmando que está otimista com a eleição “A decisão do conselho universitário é fazer eleições de reitor e vice-reitor separadas é soberana. Eu vou trabalhar com aquele reitor que foi eleito, designado pela comunidade universitária e escolhido pelo governo federal”, disse Kardek.

Pré-candidato a vice-reitor pela Região Tocantina, o professor doutor, Marcos Fábio, oficializou que apoia o professor Natalino Salgado para reitor. “Estamos vivendo um momento muito difícil de indefinição. A eleição será pautada por esse momento acalorado que estamos vivendo, mas acho que vai impactar. Eu tenho ainda esperança que seja mantida a regra que há 20 anos perdura na universidade, que é a indicação do primeiro candidato a reitor. Essa é a minha esperança como aconteceu na federal do Rio Grande do Norte”,

Um orçamento de chamar a atenção


Assim como as demais universidades federais do Brasil, o orçamento da Universidade Federal do Maranhão é definido anualmente pelo Ministério da Educação e pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão – MPDG. Seu referendo é feito pelo Congresso Nacional, por meio da Lei Orçamentária Anual – LOA, instrumento legal que aprova o Orçamento Geral da União. No orçamento da União referente ao ano passado foi consignado para a UFMA crédito orçamentário no valor total de R$ 720.950.512,00 (setecentos e vinte milhões, novecentos e cinquenta mil e quinhentos e doze reais), correspondendo a despesas obrigatórias (Pessoal, Encargos Sociais, Benefícios e Sentenças) e despesas discricionárias (Custeio e Capital). Recentemente, reitores das universidades públicas federais divulgaram nota oficial em que pedem ao governo federal, ou seja, o presidente que escolha como dirigentes das instituições de ensino superior aqueles indicados em primeira posição pelo colegiado eleitoral nas listas tríplices elaboradas pelas instituições. Até 2023, as universidades federais deverão passar por mudanças de reitores.

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