CASO JESIEL SALES

Amigos próximos de Jesiel Pontes dizem que versão de suspeito é inverídica

O principal suspeito de ter cometido o latrocínio informou em depoimento que era amigo de Jesiel. No entanto, amigos próximos do publicitário dizem nunca ter visto o homem

Ainda com inquérito policial em curso, o caso do assassinato do designer e publicitário Jesiel Pontes, no último 28 de março, segue deixando diversas incógnitas e a sensação de injustiça entre amigos e familiares da vítima. Darlan Melo, principal suspeito de ter cometido o crime, informou em depoimento que era amigo da vítima, estava sempre pelo sítio e “não preparou, não planejou nem participou do crime”, segundo informações da Polícia.

A versão, no entanto, é questionada por amigos mais próximos de Jesiel. Eles afirmam que o suspeito não era conhecido da vítima e sequer o tinham visto em outras ocasiões. “Ele mentiu no depoimento. Nós nunca vimos ele“, informou Margareth Assunção, amiga de Jesiel. O suspeito afirmou, ainda, que apenas recebeu o carro, uma Hilux, para vender em Urbano Santos. “Mas isso, todo latrocina tenta: se passar por receptador“, disse o delegado Lúcio Reis, titular da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).

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Jesiel Pontes, 52 anos, era designer e publicitário. Foto: Reprodução

Investigações

A Polícia Civil segue, ainda, em busca de três outros suspeitos de participação no crime de latrocínio. De acordo com o delegado Lúcio, Darlan apontou a participação de outros três no caso. “A gente vai continuar a investigação pra tentar localizar as pessoas que ele citou. Por hora, estamos aguardando o resultado da perícia pra saber se tinha mais de uma pessoa no sítio, além do autor, Darlan, e Jesiel, pra saber se bate a história de que tinham mais pessoas ou se ele cometeu o crime sozinho e está querendo inventar terceiras pessoas“, diz.

A Polícia segue tentando o endereço que Darlan informou para tentar localizar os três suspeitos. Além do autor, foi preso também um homem conhecido como “Mazinho”, que teria comprado a Hilux da vítima. Sobre a possibilidade de ter cometido o crime sozinho, entre os amigos de Jesiel a opinião é unânime: “um só não dava conta”, diz Margareth.

O sentimento entre aqueles que conviveram com a vítima ainda é de grande perda e tristeza. “É uma injustiça. Ele gostava de viver a vida, vivia com tranquilidade, gostava de viajar. Além de amigo, era um irmão. A gente tá sentindo muito”, finaliza Margareth.

Entenda o Caso

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