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POLÍTICA

Flávio Dino propõe pacto com Jair Bolsonaro por empregos

Governador envia documento ao presidente Bolsonaro com medidas emergenciais de geração de emprego e renda. Governador quer um “Pacto Nacional pelo Emprego”

Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), encaminhou nesta segunda-feira (27) um ofício ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no qual sugere que ele reúna governadores, presidentes de confederações empresariais e centrais sindicais para a criação de um “Pacto Nacional pelo Emprego”, com medidas emergenciais de geração de emprego e renda.

A proposta foi encaminhada por Dino depois da entrevista do secretário de Política Econômica do Governo Federal, Adolfo Sachsida, para a Folha de S. Paulo antecipando que “os índices de desemprego vão dar um repique grande” no segundo semestre. “Encaminho agora um ofício ao presidente da República propondo que ele reúna os governadores, entidades empresariais e de trabalhadores, visando a um Pacto Nacional pelo Emprego. Hoje o secretário de Política Econômica do Governo Federal anunciou que o desemprego vai aumentar”, escreveu o governador do Maranhão em sua rede social.

No documento, Flávio Dino afirma que “a pandemia do novo coronavírus impôs aos governadores desafios de ordem humanitárias e econômicas sem precedentes. No Brasil, o último boletim Focus divulgado pelo Banco Central aponta uma retração do PIB de 5,95% em 2020, a maior queda de nossa história. O desemprego no país subiu para 12,9%, indicando o fechamento de milhões de postos de trabalho com relação ao trimestre anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE no último dia 30 de junho.

O mesmo instituto aponta que mais de 700 mil empresas fecharam as portas até a primeira quinzena de junho”, justificou o governador. Dino acrescentou ainda que, neste encontro do presidente com os governadores, “também seria de extrema importância a apresentação de propostas para a proteção dos pequenos e médios empresários, assim como um plano de assim como um plano de obras públicas, indispensável para recolocar o país no rumo do crescimento”.

No último domingo, O Imparcial, destacou em sua edição que 84 mil maranhenses perderam emprego no mês de junho comparado a maio no Maranhão com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IB GE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mensal, que realizou pesquisa sobre taxa de desocupação no Maranhão. Ainda de acordo com a pesquisa a taxa de desocupação no mês passado subiu de 10,7% para 14,1%, atingindo 332 mil maranhenses no total.

Comemorada por membros do governo nos últimos meses, a alta moderada nos índices de desemprego durante a pandemia do novo coronavírus não reflete a realidade, afirmou à Folha o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida.

A avaliação é que a metodologia do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não consegue captar a situação do mercado de trabalho no momento, porque as pessoas perdem o emprego, mas não buscam uma nova vaga por causa das restrições do isolamento. Dados da Pnad Contínua mostram que a taxa de desemprego no país ficou em 12,9% no trimestre encerrado em maio, contra 12,3% no mesmo período de 2019. “O desemprego já aumentou, os dados é que não mostram isso, sendo bem franco”, disse. “Temos de estar prontos para endereçar esse problema que vai afligir duramente a sociedade brasileira. Em setembro, os índices de desemprego vão dar um repique grande.”

Diante do cenário, Adolfo Sachsida afirmou que a reformulação de programas sociais se tornou uma prioridade. Alertou, no entanto, que uma ampliação no Bolsa Família só será possível após o remanejamento de verba de outros programas existentes. Do contrário, permanece o modelo atual, sem mudanças.

O esqueleto básico do novo programa, batizado de Renda Brasil, prevê um acréscimo de R$ 20 bilhões no orçamento anual do Bolsa Família. Responsável pela avaliação de indicadores de atividade econômica no governo, Sachsida afirma que inicialmente não acreditou na retomada em “V”, ou seja, com uma queda profunda seguida de uma recuperação veloz que já começou, mesmo que não seja com plena intensidade. Sachsida afirmou que isto pode ser possível, desde que o Congresso aprove reformas.

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