PRONUNCIAMENTO

Bolsonaro responde críticas com ataque a pai de Bachelet, morto na ditadura Pinochet

O presidente brasileiro afirmou que Bachelet está “seguindo a linha” do presidente francês Emmanuel Macron ao se “intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira”

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro, em uma publicação na sua página do Facebook, atacou alta comissária de Direitos Humanos da ONU, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, nesta quarta-feira, 4.

Michelle, durante entrevista coletiva na sede das Nações Unidas em Genebra, havia criticado políticas do governo Bolsonaro e disse que há um “encolhimento do espaço democrático no Brasil”.

Em resposta a críticas da ex-presidente do Chile, o presidente brasileiro afirmou que Bachelet está “seguindo a linha” do presidente francês Emmanuel Macron ao se “intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira”.

Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, seguindo a linha do Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares

Disse o presidente na legenda de uma foto de Bachelet ao lado da ex-presidente Dilma Roussef e Cristina Kirchner.

O presidente também fez ataques ao pai de Bachelet, Alberto Bachelet que era general da Força Aérea chilena. Alberto foi preso e torturado pela ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990).

[Bachelet] Diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época

escreveu Jair Bolsonaro.

Na manhã desta quarta-feira, 4, ao sair do Palácio da Alvorada, o presidente reiterou as críticas a jornalistas.

Ela diz mais ainda que o Brasil está perdendo seu espaço democrático. Senhora Michelle Bachelet, se não fosse o pessoal do Pinochet derrotar a esquerda em 73, e seu pai, hoje o Chile seria uma Cuba. Parece que quando tem gente que não tem o que fazer, como a Michelle Bachelet, vai lá para cadeira de direitos humanos da ONU. Passar bem senhora Bachelet. 

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