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Justiça dos EUA autoriza AGU a atuar em ação contra Alexandre de Moraes

Decisão permite participação do governo brasileiro no processo movido por plataformas digitais e evita decretação de revelia do ministro do STF

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A Justiça dos Estados Unidos autorizou, nesta terça-feira (23), a participação da Advocacia-Geral da União (AGU) na ação movida pelas plataformas Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Com a decisão, fica afastada, por enquanto, a possibilidade de o magistrado ser considerado revel no processo por não ter apresentado defesa formal.

O pedido de habilitação foi protocolado pela AGU na semana passada na Justiça da Flórida. Segundo o órgão, a medida busca garantir a defesa da soberania brasileira e assegurar que o Estado possa se manifestar na ação.

A AGU sustenta que agentes públicos brasileiros não podem ser submetidos diretamente à jurisdição de tribunais estrangeiros sem a concordância do Estado brasileiro. Com a autorização, o órgão passa a atuar formalmente no caso.

A ação foi apresentada pelas empresas Rumble e Trump Media, que questionam decisões de Moraes relacionadas ao bloqueio de perfis de brasileiros residentes nos Estados Unidos, entre eles o blogueiro Allan dos Santos.

As determinações do ministro foram adotadas no contexto de investigações sobre supostos ataques às instituições democráticas e ao Supremo Tribunal Federal.

Tentativa de notificação

No mês passado, a Justiça norte-americana determinou que Alexandre de Moraes fosse intimado por e-mail para apresentar defesa no processo.

A decisão ocorreu após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar um pedido da Rumble para realizar a notificação do ministro por meio de carta rogatória, mecanismo jurídico utilizado para comunicações processuais internacionais. Pela legislação brasileira, cabe ao STJ analisar e autorizar esse tipo de solicitação.

*Fonte: Agência Brasil