ENTREVISTA

Entrevista: o médico Yglésio Moyses estreia no parlamento e tem a saúde como bandeira

Estreantes da política se apresentam não só como novidade, mas também como resposta para os anseios de seus eleitores. O médico Yglésio Moyses é um deles

Reprodução

Perto de iniciar mais uma nova legislatura, estreantes da política se apresentam não só como novidade, mas também como resposta para os anseios de seus eleitores. O médico Yglésio Moyses, nas urnas conhecido como Dr. Yglésio, tem como bandeira a saúde pública e assume o cargo de deputado estadual a partir do dia 1º de fevereiro.

No Executivo, o Dr. Yglésio já teve a oportunidade de sentar na cadeira de direção do Hospital Djalma Marques, conhecido como Socorrão 1. Para contribuir com a melhoria da saúde pública, o deputado estadual eleito diz que a função de diretor de um hospital público e o de deputado estadual tem suas diferenças.

“Como diretor de hospital, eu era alguém que executava um papel orientado pela Secretaria Municipal de Saúde em um hospital completamente destruído por anos seguidos de abandono. Como deputado estadual, passo a ser investido por uma outorga popular, com poderes de fiscalizar a má gestão do sistema, de buscar fontes adicionais de financiamento no orçamento, de entrar em contato direto com a população e representar seus interesses a partir de fevereiro”, comentou Dr. Yglésio, que assume o mandato a partir do dia primeiro de fevereiro.

O senhor teve a experiência de um cargo no executivo, como diretor do Hospital Djalma Marques (Socorrão 1). Para contribuir com a saúde pública, qual vai ser a diferença de ser diretor de um hospital e ser deputado estadual?

As experiências são completamente diferentes. Como diretor de hospital, eu era alguém que executava um papel orientado pela Secretaria Municipal de Saúde em um hospital completamente destruído por anos seguidos de abandono, com um orçamento extremamente reduzido. Em 2013, eu lutava contra essa situação enxugando custos, buscando mais receitas, melhorando a gestão. Como deputado estadual, passo a ser investido por uma outorga popular, com poderes de fiscalizar a má gestão do sistema, de buscar fontes adicionais de financiamento no orçamento, de entrar em contato direto com a população e representar seus interesses a partir de fevereiro.

Há recursos suficientes para a saúde pública no Maranhão e em São Luís?

Claramente, não. O sistema, como um todo, carece de fontes adicionais de financiamento. Há uma clara confusão com os recursos da seguridade social sendo direcionados principalmente à questão previdenciária, o que coloca o SUS em perigo, este acirrado de maneira avassaladora desde a aprovação da PEC do teto de gastos.

Aceitaria ocupar o cargo na Secretaria de Saúde?

Um chamado para qualquer secretaria executiva é sempre um claro reconhecimento da nossa capacidade gerencial e probidade administrativas, porém, no momento há equipes que tentam realizar bom trabalho, tanto no Estado, quanto no município. Portanto, não consigo vislumbrar essa possibilidade em curto prazo.

O que tem que ser feito para mudar a realidade da saúde pública maranhense e brasileira?

Sem dúvidas , aumentar o investimento, reconhecer  a insuficiência dos recursos, melhorar a gestão, o que é possível dimensionando adequadamente os serviços de saúde e tendo a coragem pra corrigir os erros dos antecessores. Não se consegue visualizar um sistema sustentável no longo prazo da forma que as coisas tem sido organizadas.

Daqui a 4 anos, como o senhor enxerga o fim do primeiro mandato do Dr. Yglésio?

Espero que tomado por um sentimento de paz, pela certeza de ter tomado decisões das quais não vá me envergonhar quando olhar para trás e com a perspectiva de buscar voos mais altos na construção de uma sociedade mais justa e próspera.

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