POLÍTICA

Braide confirma interesse do PSL de Bolsonaro, mas não pensa em sair do PMN

O deputado federal eleito Eduardo Braide (PMN) tem o nome cotado a todo momento para assumir o mandato pelo partido de Jair Bolsonaro, mas insiste em não confirmar

Eduardo Braide. (Foto: Reprodução)

No futebol há um período em que a especulação é ingrediente forte dos noticiários. Esse período é quando finda uma temporada e entra a fase de pré-temporada e nova temporada. Jornalistas chamam de “mercado da bola”, é o vaivém de jogadores. Na política não é diferente. Há também a “janela partidária”, onde os parlamentares podem migrar de um partido para o outro sem necessariamente
perder o mandato.
Com a cláusula de barreira, abriu-se a possibilidade do parlamentar escolher uma legenda que acolha seu mandato sem necessariamente o político ter embaraços com o partido que o elegeu. Essa é uma possibilidade. Porém, o parlamentar tem outra opção que pode adotar. Participar, junto com a cúpula do partido, para fazer o amontoado de duas ou mais legendas e fundar um novo partido. Um partido que já nasça grande. Ou no mínimo, com condições de existir aos olhos do Fundo Partidário e do Fundão Eleitoral. Isso interessa, é o combustível de uma eleição competitiva. Os políticos se abastecem de eleições a cada dois anos, ou melhor, a todo momento.

A legislatura começa em fevereiro de 2019, mas já tem “jogador” sob os holofotes para saber em qual time o político vai jogar em 2020. Esse é o jogo. Eduardo Braide é um desses “jogadores” que está sem “time”. O seu partido, o PHS, não alcançou a cláusula de barreira e desde então tem sido cortejo por cartolas da política. O presidente do PSL maranhense, o vereador Chico Carvalho (PSL), já ofereceu a legenda (integralmente) para Braide. E desde então o seu nome tem sido ventilado como mais um parlamentar que vai jogar no time do Bolsonaro.

Especulação

A especulação não ficou na blogosfera e no meio político maranhense. Até o Portal Metrópoles já fala da ida de Eduardo Braide ao PSL de Bolsonaro. Mas o deputado federal eleito pelo PMN é o único que ainda não diz que vai. E nem que não vai. Segue com o silêncio que ensurdece seus adversários do pleito municipal de 2020.

Com a expressiva votação, Eduardo Braide puxou para a Câmara dos Deputados o Pastor Gildenemyr (PMN). Este sim, vai compor a banca da bolsonarista. Enquanto o deputado federal eleito, Eduardo Braide deixa em aberto seu futuro partidário. A escolha do seu partido, deve ser feita nos 45 minutos do segundo tempo, até o começo da legislatura 2019-2023; e deve escolher o time mais competitivo para o pleito municipal de 2020.

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