O candidato ao governo do Tocantins, Márlon Reis (REDE), deixou a carreira de juiz para se dedicar a vida política mais ativamente. Criador do projeto de lei de iniciativa popular, a “Lei da Ficha Limpa”, Marlon Reis era uma aposta do partido de Marina Silva, o Rede Sustentabilidade.

Embora tenha feito carreira no judiciário maranhense, Marlon não encontrou espaço para colocar o seu nome a disposição do eleitorado do Maranhão. Então, buscou abrigo em seu estado-natal para alcançar um cargo eletivo. Porém, antes disso, montou um escritório de advocacia e teve como cliente o partido REDE e também a então candidata Eliziane Gama (PPS) nas eleições municipais de 2016, onde sua candidata-cliente saiu derrotada das urnas.

Primeiro teste nas urnas

O primeiro teste de Márlon Reis nas urnas aconteceu este ano, nas eleições suplementares do governo do Tocantins. Com a cassação do governador Marcelo Miranda (MDB), o Tribunal Superior Eleitoral convocou novas eleições, que aconteceu em primeiro turno no dia 03 de junho, eleição que contou com a participação de Marlon.

Nem a desilusão com os candidatos tradicionais, fez o eleitor do Tocantins creditar confiança em torno do nome de Reis. Naquele primeiro turno da eleição suplementar, 19,19% dos eleitores votaram branco ou anularam o voto e no segundo turno mais de 50% de abstenção dos votos. Enquanto isso, Márlon obteve 9,91% dos votos válidos. Naquela ocasião, o governador interino Mauro Carlesse foi eleito em segundo turno com 75,14% dos votos válidos.

Segundo teste em quatro meses

Em campanha, o ex-juiz e candidato ao governo do Tocantins, testa seu nome nas urnas pela segunda vez em quatro meses. Porém, o desempenho de Márlon não se difere muito, segundo pesquisa, do alcançado em junho deste ano na eleição suplementar do Tocantins. Segundo a pesquisa do IBOPE/TV Anhanguera no Tocantins (Registro no TRE: TO 06978/2018 // Registro no TSE: BR 08130/2018), divulgada no último dia 21 de setembro, aponta que Márlon tem apenas 7% da preferência do eleitorado.

O nome de Márlon poderia ser aguardado pela classe política como novidade e um verdadeiro outsider, inclusive por ter ajudado a implantar a “Lei de Ficha Limpa” que luta contra a corrupção e principal queixa do eleitorado, mas a militância de Márlon antes da vida partidária não tem influenciado em seu desempenho nas urnas.

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