CASO EDMILSON

Passageiros alegam que Uber foi assassinado após desentendimento no trânsito

Testemunhas ouvidas negaram a versão de tentativa de assalto; motorista trabalhava para o aplicativo quando crime ocorreu no bairro da Liberdade, periferia da capital São Luís

Reprodução

Uma nova versão foi relatada por testemunhas na investigação do assassinato do motorista de Uber Edmilson Pimenta, que ocorreu no domingo (6). Alguns dos passageiros que estavam à bordo da viagem afirmam que o condutor não teria sido morto após uma tentativa de assalto, e sim após um desentendimento com um motoqueiro no trânsito.

Segundo informações do delegado George Marques, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), o novo relato é de que um motoqueiro teria trancado o veículo de Edmilson no trânsito e que o motorista, em troca, buzinou rispidamente e o xingou. Então, o motociclista desceu da moto e efetuou os disparos, que mataram o condutor e atingiram dois dos passageiros de raspão. Não houve discussão.

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Três dos quatro passageiros que estavam dentro do carro de Edmilson na hora do acontecido já foram ouvidos. Exames de corpo de delito serão feitos nas testemunhas dentro dos próximos trinta dias.

“Tem um trajeto do Uber. Através desse trajeto, tentaremos captar imagens de câmeras para tentar comprovar essa versão apresentada pelos passageiros”, finaliza o delegado.

Na delegacia, a família de Edmilson questionou o depoimento das testemunhas.

Protestos

A versão de que a morte de Edmilson Pimenta teria sido causada por uma tentativa de assalto trouxe à tona a discussão sobre a falta de segurança sofrida pelos motoristas do aplicativo Uber em São Luís, o que os levou às ruas na última segunda e terça-feira (7 e 8) para protestar por melhores condições de trabalho.

Em nota, a Empresa Uber se posicionou sobre a morte de seu contribuidor, dizendo que lamentava pelo ocorrido e que estaria à disposição para ajudar nas investigações.

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