ROUBO CINEMATOGRÁFICO

Jefferson Portela fecha o cerco aos Novos Cangaceiros

Em troca de tiros com a polícia maranhense três ladrões morreram, inclusive o irmão do chefão da quadrilha; 10 foram presos e mais de 50 milhões já foram recuperados

Jefferson Portela, Secretário de Segurança Pública do Maranhão, convocou entrevista coletiva para apresentar o arsenal de guerra que a quadrilha portava (Foto: Giovana Kury/O Imparcial)

O Secretário de Segurança Pública do Maranhão Jefferson Portela convocou entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (5), para apresentar parte do arsenal de guerra usado pela quadrilha que executou um assalto milionário em Bacabal no dia 25. Os novos cangaceiros portavam artilharia anti-aérea , duas metralhadoras ponto 50, dez fuzis calibre 556, coletes a prova de bala e um fuzil AK 47.

A apreensão aconteceu na noite do dia 3, na cidade de Santa Luzia do Paruá, interior do estado, quando a polícia interceptou um caminhão com R$ 45 milhões roubados e trocou tiros com os bandidos, três morreram e dez foram presos.

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“A ordem é aplicar a lei e garantir a segurança dos cidadãos maranhenses. Se vieram pra cá com uso de força, a força do estado será maior. Eles já viram isso, o recado está dado. Assim como foi dado para seis quadrilhas que vieram para o estado do Maranhão e tombaram em confronto com as forças policiais. A ordem é prender”, afirmou Jefferson.

O Secretário afirmou que o “novo cangaço” não terá espaço no Maranhão. “O tempo de Lampião acabou faz tempo, aqui vale a força da lei. Temos poder de fogo igual ou maior aos assaltantes. E volto a dizer, tanto a bravura dos nossos policiais, e a capacidade do governo do estado em aplicar recursos públicos na modernização e tecnologia, armamento, viaturas e aumento de contingente, é fundamental para prendermos os assaltantes”, completou Portella.

ASSALTO CINEMATOGRÁFICO

Na madrugada do dia 25 os novos cangaceiros colocaram em marcha um assalto cinematográfico em Bacabal, comandados pelo criminoso José Francisco Lumes, do Zé de Lessa, foragido no Paraguai. Especula-se que eles tenham levado algo em torno de R$ 100 milhões.

No total, 30 homens teriam participado do roubo. Na noite do crime três bandidos foram mortos, além de um morador de Bacabal, identificado como Cleonir Araújo. Entre os suspeitos mortos estava Edielson Francisco Lumes, irmão de Zeze Di Lessa, que estava dentro de um carro blindado.

O embate de Santa Luzia do Paruá representa apenas mais um capítulo dessa história, com a apreensão de parte da quadrilha e morte de mais três suspeitos, incluindo Adeilson Lumes, que liderou o bando no Maranhão e também é irmão do chefão da quadrilha.

Há a suspeita da formação de uma extensa rede de pessoas que forneciam informações estratégicas e facilitavam o deslocamento dos criminosos. Um policial militar do Piauí, um bombeiro, um delegado e um investigador da Polícia Civil do Maranhão, além de dois advogados, foram presos sob suspeita de ligação com o crime.

Um motorista de Pernambuco que passava pela cidade na hora do crime ainda está desaparecido. Durante aquela noite ele chegou a enviar áudios para a família dizendo que havia sido sequestrado, mas a polícia não descarta que ele possa estar envolvido. Seu caminhão foi encontrado incinerado no interior do estado.

O assalto deixou um rastro de destruição em Bacabal. A delegacia regional e o quartel da PM foram metralhados e sete veículos, incendiados. A agência do Banco do Brasil, segundo a polícia, que é o centro distribuidor de dinheiro da região, foi destruída pela explosão.

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