Com a chegada das férias escolares e o aumento das atividades ao ar livre, a tradicional brincadeira de soltar pipas ganha força. No entanto, quando praticada próxima à rede elétrica, a diversão pode se transformar em acidentes graves, além de causar interrupções no fornecimento de energia.
Para garantir a segurança de crianças, adolescentes e adultos, a Equatorial Maranhão reforça o alerta sobre os cuidados necessários durante este período.
Maranhão: mais de 700 ocorrências em 5 meses

Somente entre janeiro e maio de 2026, a Distribuidora registrou 707 ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica em todo o estado. Quando uma pipa atinge os fios, o impacto vai além do risco de choque: pode provocar curtos-circuitos, rompimento de cabos e apagões que afetam residências, comércios e serviços essenciais.
Os meses de junho e julho historicamente concentram o maior número de casos devido às férias escolares. Confira abaixo os municípios com os maiores índices de registros este ano:
Municípios com mais ocorrências (Jan-Mai/2026)
| Posição | Município | Número de Casos |
| 1º | São Luís | 285 |
| 2º | São José de Ribamar | 68 |
| 3º | Carutapera | 66 |
| 4º | Imperatriz | 48 |
| 5º | Timon | 18 |
| 6º | Pinheiro | 17 |
| 7º | Santa Inês | 15 |
| 8º | Arari | 10 |
| 9º | Caxias | 9 |
| 10º | Luís Domingues | 9 |
Bairros em São Luís
Na liderança do ranking, a capital maranhense acende o alerta para bairros específicos. Os campeões de ocorrências são:
- Cidade Operária: 54 casos
- Vila Maracujá: 46 casos
- Centro / Filipinho: 25 casos cada
- Olho d’Água: 19 casos
- Maracanã: 16 casos
- Ipase: 14 casos
- Cohafuma: 11 casos
Gabriel Vieira, Executivo de Segurança do Trabalho da Equatorial Maranhão, ressalta que a conscientização é o melhor caminho para evitar tragédias:
“Durante o período de férias, observamos um aumento na prática de empinar pipas e, consequentemente, das ocorrências envolvendo a rede elétrica. Por isso, reforçamos a importância de que a atividade seja realizada em locais apropriados e afastados dos fios de energia. Quando uma pipa fica presa na rede, a orientação é nunca tentar retirá-la, pois existe risco de choque elétrico. A prevenção é a melhor forma de garantir a segurança de todos.”
Para que a diversão não termine em acidente, siga estas recomendações:
- Escolha o lugar certo: busque locais descampados, como praias, campos de futebol e parques, sempre longe da fiação e sob a supervisão de adultos.
- Esqueça a pipa presa: se o brinquedo enroscar na rede elétrica, jamais tente retirá-lo com varas, bambus ou cabos de vassoura. O risco de descarga elétrica é fatal.
- Atenção ao vento: ventos muito fortes aumentam a chance de perder o controle da pipa e jogá-la contra os fios.
- Cuidado com o clima: nunca solte pipas em dias nublados ou de chuva, especialmente se houver incidência de raios.
- Diga NÃO às linhas cortantes: o uso de cerol ou linha chilena é proibido e perigosíssimo.
Uso de cerol e linha chilena
Ainda muito comuns na brincadeira, o cerol (mistura de cola e vidro moído) e a linha chilena (composta por quartzo e óxido de alumínio) são grandes vilões da segurança. Por conterem pó metálico, esses materiais transformam a linha em um excelente condutor de eletricidade, aumentando drasticamente o risco de choques graves e cortes na fiação.
Vale lembrar que a prática é protegida por lei. A Lei Estadual nº 11.344/2020 proíbe expressamente a comercialização e o uso de cerol, linha chilena ou qualquer outro produto cortante para empinar pipas no Maranhão.
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