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BC elimina teto diário de R$ 500 para transações via pix por aproximação

Nova instrução normativa entra em vigor em outubro e permite que usuários gerenciem seus próprios limites na modalidade, que já responde por forte inclusão financeira no país

 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil).
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil).

O Banco Central (BC) publicou uma instrução normativa no Diário Oficial da União (DOU) que determina a exclusão do limite diário padrão de R$ 500 por transação na modalidade de Pix por aproximação. A nova regulamentação entrará em vigor no dia 1º de outubro de 2026. Com a mudança, os dispositivos da norma anterior de agosto de 2024, que impunham o teto financeiro, foram revogados, transferindo aos usuários o direito de solicitar o aumento ou a redução dos seus limites operacionais diretamente com suas instituições financeiras.

Disponível no mercado de pagamentos desde fevereiro de 2025, o Pix por aproximação opera de maneira semelhante aos cartões de crédito e débito armazenados em carteiras digitais, como Google Pay, Apple Pay e Samsung Pay. A tecnologia dispensa a necessidade de o consumidor abrir o aplicativo do banco a cada operação.

Para a ativação do serviço, o usuário deve acessar a sua carteira digital, selecionar a opção de vinculação de conta, autorizar a integração por meio do redirecionamento ao aplicativo bancário e validar o Pix por aproximação. No momento do pagamento, basta informar o método ao estabelecimento, conferir os valores e aproximar o aparelho celular da máquina de cartões.

Em pouco mais de cinco anos desde o seu lançamento oficial, o ecossistema do Pix consolidou-se como a ferramenta de transações mais utilizada no Brasil, abrangendo cerca de 76,4% da população. Dados estatísticos do setor apontam que a plataforma movimentou mais de R$ 75,4 trilhões, distribuídos em aproximadamente 181,6 bilhões de operações financeiras.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que o Pix funcionou como um motor de bancarização, inserindo cidadãos no mercado de crédito e complementando o uso dos cartões tradicionais.

A expansão do Pix reflete-se em diferentes segmentos comerciais e de serviços. Levantamentos da empresa de tecnologia educacional Gennera demonstram que o pagamento de mensalidades em instituições de ensino básico e superior utilizando o Pix registrou um avanço de 21% em 2025, movimentando R$ 690 milhões.

Adicionalmente, projeções da fintech Ebanx indicam que o Pix deve ampliar sua liderança sobre os cartões de crédito no comércio eletrônico, com estimativa de passar a responder por metade de todas as transações realizadas no e-commerce até o ano de 2028.