Durante audiência de instrução e julgamento realizada no último dia 7, na Comarca de Arame, Cássia Rodrigues Santos foi condenada a oito anos e quatro meses de reclusão por furto qualificado mediante fraude eletrônica praticado contra uma idosa de 67 anos.
A sentença acatou integralmente a tese apresentada pelo promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, titular da Promotoria de Justiça de Arame. Apesar da condenação, a acusada poderá recorrer da decisão em liberdade.
O juiz Rafael de Lima Sampaio Rosa também determinou o pagamento mínimo de R$ 7.060,00 à vítima, Maria da Silva Araújo, como reparação pelos prejuízos materiais causados. O valor deverá ser atualizado pelo INPC desde 28 de agosto de 2023, além de juros de mora de 1% ao mês a partir da citação.
Conforme a denúncia do Ministério Público, os crimes aconteceram entre agosto e setembro de 2023. Na época, a ré trabalhava em um correspondente bancário localizado próximo à agência frequentada pela vítima. Aproveitando-se da dificuldade da idosa para utilizar caixas eletrônicos, Cássia se oferecia para auxiliá-la nas operações bancárias.
Com acesso ao cartão e à senha da vítima, a acusada realizou empréstimos sem autorização e transferiu os valores para contas próprias e de familiares, utilizando transferências via Pix.
Segundo o Ministério Público, a materialidade do crime foi comprovada por extratos bancários que identificaram movimentações consideradas suspeitas, incluindo um empréstimo de R$ 6 mil transferido logo em seguida para familiares da condenada.
Para o promotor Felipe Rotondo, a atuação do Ministério Público reforça a necessidade de proteção às pessoas idosas e consumidores em situação de vulnerabilidade diante do aumento de golpes financeiros e fraudes bancárias envolvendo empréstimos irregulares e transferências eletrônicas.
*Fonte: MPMA