Desde o início da atual gestão do Governo Federal, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) consolidou a entrega de 25,8 mil unidades habitacionais no Maranhão. O balanço, que compreende o período entre 2023 e o início de 2026, aponta uma média superior a 8,4 mil chaves entregues por ano no estado.
Dados do Ministério das Cidades detalham a progressão das conclusões em solo maranhense: foram 5,2 mil unidades em 2023, saltando para 8,3 mil em 2024 e atingindo o pico de 11,7 mil em 2025. Nos primeiros meses de 2026, outras 527 moradias já foram finalizadas.
No cenário nacional, o programa soma 1,4 milhão de unidades entregues no mesmo período. Durante entrega de chaves em Maceió (AL), em janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou o valor social da iniciativa:
“Tenho o compromisso de um dia zerar o déficit habitacional, porque todo e qualquer brasileiro vai ter o seu ninho para cuidar da família. O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa habitacional já feito neste país. Sabemos que temos que construir muito mais, porque cada vez que a gente para de construir, aumenta a quantidade de pessoas sem casa”, afirmou o presidente.
Expansão de contratos metas
Paralelamente às entregas, o governo superou a meta original de contratar dois milhões de novas unidades até o fim do mandato.
O objetivo foi alcançado com um ano de antecedência, em dezembro de 2025, o que levou à ampliação do horizonte para 3 milhões de contratações até o encerramento de 2026. No Maranhão, o volume de contratos já soma 70,1 mil unidades, fruto de um investimento total de R$ 7,6 bilhões.
O ministro das Cidades, Jader Filho, destaca que o programa atua como o principal motor do setor da construção civil. Dados da ABRAINC-FIPE reforçam essa análise, indicando que 85% dos lançamentos imobiliários no Brasil pertencem ao MCMV. “Além de levar moradia digna a quem mais precisa, o programa é responsável pela geração massiva de empregos no país”, ressaltou o ministro.
Evolução e faixas de renda
Reinstituído em 2023 pela Medida Provisória nº 1.162 (posteriormente convertida na Lei nº 14.620), o novo marco do programa prioriza a sustentabilidade urbana e o desenvolvimento social. Atualmente, o impacto do MCMV alcança 88% dos municípios brasileiros, totalizando 4.911 cidades em todas as regiões.
A estrutura atual do programa está dividida por faixas de renda para atender diferentes perfis econômicos:
- Faixa 1: Atende famílias com renda de até R$ 2.850, oferecendo subsídios de até 95% do valor da unidade.
- Faixa 2: Destinada a rendas entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700.
- Faixa 3: Abrange o intervalo de R$ 4.700,01 a R$ 8.600.
- Classe Média: Criada em 2025, esta nova faixa atende famílias com renda entre R$ 8.600,01 e R$ 12.000, ampliando o alcance da política habitacional.