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Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Jair Bolsonaro

Decisão considera agravamento do estado de saúde do ex-presidente, internado em Brasília

Ex-presidente de 71 anos, condenado por tentativa de golpe, segue em tratamento hospitalar em Brasília sem previsão de alta (Foto: Reprodução)
Ex-presidente de 71 anos, condenado por tentativa de golpe, segue em tratamento hospitalar em Brasília sem previsão de alta (Foto: Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira (24) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A medida atende a um pedido da defesa, que alegou agravamento no quadro de saúde do ex-chefe do Executivo, impossibilitando seu retorno ao sistema prisional. A decisão prevê que a prisão domiciliar passe a valer após a alta hospitalar. Bolsonaro está internado no Hospital DF Star desde o dia 13, onde se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Conforme a decisão, a prisão domiciliar terá prazo inicial de 90 dias. Após esse período, a manutenção do benefício será reavaliada por Moraes, que poderá determinar nova perícia médica.

O ministro também determinou que Bolsonaro volte a usar tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente chegou a ser preso após tentar violar o equipamento.

Além disso, agentes da Polícia Militar deverão fazer a segurança da residência para evitar eventual fuga.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe, Bolsonaro cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido como “Papudinha”.

Visitas e restrições

Durante o período inicial da domiciliar, Bolsonaro não poderá receber visitas, exceto de filhos, médicos e advogados.

Ele também está proibido de usar celular e acessar redes sociais, ainda que por intermédio de terceiros, além de não poder gravar vídeos para a internet.

Acampamentos proibidos

Moraes determinou ainda a proibição de acampamentos, manifestações ou aglomerações em um raio de até 1 km da residência do ex-presidente, localizada no Condomínio Solar de Brasília.

Segundo o ministro, a medida visa garantir o cumprimento adequado da prisão domiciliar.

Justificativa de saúde

Na decisão, Moraes afirmou que o presídio onde Bolsonaro estava custodiado possui condições de atendimento médico, destacando que houve pronto encaminhamento ao hospital após o ex-presidente passar mal.

No entanto, o ministro avaliou que, diante da idade — 71 anos — e do quadro de broncopneumonia, o ambiente domiciliar é mais adequado para a recuperação.

“Durante o prazo necessário para sua integral recuperação da broncopneumonia, o ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde”, destacou o ministro na decisão.

*Fonte: Agência Brasil