Economia · nome sujo

Mais de 2,1 milhões de maranhenses estão inadimplentes, segundo Serasa

Quase metade da população adulta do estado está com o nome negativado; número cresceu 189 mil em um ano.

Ilustração
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Mais de 2,19 milhões de maranhenses encerraram 2025 com alguma dívida em atraso, segundo dados do Mapa da Inadimplência no Brasil, divulgado pela Serasa. O levantamento mostra que 46,06% da população adulta do Maranhão estava inadimplente em dezembro, índice superior aos 42,08% registrados no mesmo período de 2024.

Em um intervalo de 12 meses, cerca de 189 mil pessoas passaram a integrar a lista de negativados no estado, evidenciando o avanço do endividamento e a pressão sobre o orçamento das famílias, especialmente no início do ano, quando se concentram despesas como impostos, material escolar e reajustes de serviços.

De acordo com a Serasa, as dívidas com bancos e cartões de crédito representam a maior parte dos débitos no Maranhão, com 26,1% do total. Em seguida aparecem as contas básicas, como água, luz e gás (22,1%), e as dívidas com financeiras (19,6%). O valor médio de cada dívida é de R$ 1.593,27.

O cenário estadual acompanha a tendência nacional. Em dezembro, o Brasil atingiu 81,2 milhões de inadimplentes, o maior número da série histórica, após um ano consecutivo de crescimento. A faixa etária mais impactada é a de 41 a 60 anos, que concentra 35,6% dos negativados.

Para o consultor de negócios da Central Sicredi Nordeste, Erli Bandeira, os dados reforçam a necessidade de maior controle financeiro. Segundo ele, compreender a renda, os gastos fixos e os compromissos assumidos é essencial para evitar o acúmulo de novas dívidas.

“O primeiro passo é saber exatamente quanto se ganha e quanto se gasta. A partir disso, é possível priorizar dívidas com juros mais altos, renegociar prazos e começar a criar o hábito de guardar pequenas quantias”, afirma.

O especialista destaca ainda que a organização do orçamento por percentuais pode auxiliar no controle financeiro. Um modelo comum é destinar parte da renda para despesas essenciais, outra para compromissos financeiros e uma parcela para poupança e gastos pessoais, facilitando a visualização dos limites e a tomada de decisões mais equilibradas.