Brasil · Tráfego aéreo

Justiça Federal ordena ofensiva contra lixo para evitar colisões com aves no aeroporto de São Luís

Sentença atende ao pedido do MPF e estabelece metas rígidas para a Prefeitura, o Estado, a Infraero e a CCR Aeroportos na Área de Segurança Aeroportuária

Justiça Federal ordena ofensiva contra lixo para evitar colisões com aves no aeroporto de São Luís

Uma decisão estratégica da Justiça Federal estabeleceu um conjunto de obrigações urgentes para mitigar o risco de acidentes aéreos no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado. A sentença, fruto de uma ação movida pelo Ministério Público Federal, mira o controle do perigo aviário ao focar na eliminação de depósitos irregulares de resíduos que atraem urubus e outras aves para o entorno da pista. O plano de ação envolve responsabilidades compartilhadas entre os entes públicos e as empresas administradoras do terminal.

O município de São Luís foi incumbido de apresentar um plano definitivo para erradicar lixões viciados na Área de Segurança Aeroportuária, priorizando bairros como Vila Cascavel, São Raimundo e o entorno da Avenida José Sarney. A prefeitura terá o prazo de sessenta dias para regularizar a gestão de resíduos no Mercado do Peixe e no Portinho, áreas consideradas historicamente críticas pela fiscalização.

O descumprimento das normas, especialmente a não remoção de novos focos de lixo em até quarenta e oito horas, acarretará uma multa diária fixada em cinco mil reais.

O Estado do Maranhão deverá atuar na fiscalização ambiental de empreendimentos que atraem fauna, como matadouros, frigoríficos e hortomercados, devendo apresentar um cronograma anual de vistorias sob pena de multa de quinhentos mil reais em caso de omissão.

Paralelamente, a Infraero e a CCR Aeroportos devem produzir um laudo técnico sobre as vulnerabilidades do muro do aeroporto. A Infraero responde pelos danos acumulados até novembro de 2021, enquanto a concessionária CCR terá cento e oitenta dias para executar as obras de reforço no perímetro e implementar um sistema de vigilância permanente para impedir o lançamento de efluentes e resíduos.

A decisão busca garantir a segurança das operações aéreas em um dos principais terminais do Nordeste, protegendo passageiros e tripulações de incidentes graves causados pela ingestão de aves nos motores das aeronaves. Além das sanções específicas, a Justiça fixou uma multa de mil reais por dia para qualquer outra obrigação descumprida sem justificativa. A sentença ainda admite recurso pelas partes envolvidas.

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