A reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), agendada para esta segunda-feira (15/9), foi cancelada. O motivo foi a ausência de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que informou, por meio de sua defesa, que não compareceria.
A decisão do investigado, que já havia sido preso na última sexta-feira (12/9), frustrou as expectativas dos parlamentares. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), lamentou o ocorrido e criticou a postura de Antunes, considerado um dos principais articuladores do esquema que desviou bilhões dos cofres da Previdência.
“O trabalho da CPMI é sério, não é brincadeira de esconde-esconde! O principal investigado desse golpe bilionário, o Careca do INSS, mais uma vez voltou atrás e decidiu não comparecer à sessão”, declarou Gaspar.
Ele garantiu, no entanto, que a ausência não irá comprometer o andamento dos trabalhos. “Não tem problema: o rastro da roubalheira também poderá ser esclarecido de outras formas”, disse o relator, que reforçou o compromisso da comissão em buscar provas e depoimentos para responsabilizar os culpados.
Antunes foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Cambota, que apura crimes como obstrução de investigação e ocultação de patrimônio. A PF aponta o “Careca do INSS” e o empresário Maurício Camisotti como operadores de um esquema fraudulento que lesou cerca de 4 milhões de aposentados e pensionistas por meio de descontos não autorizados em seus benefícios.
A CPMI deve se reunir ainda nesta semana para decidir se adotará novas medidas para garantir a presença de Antunes em futuras sessões, buscando garantir que “quem meteu a mão no dinheiro suado dos aposentados” seja exposto e levado à justiça.
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