A 4ª Vara da Comarca de Balsas realizou, entre os dias 12 e 14 de agosto, três sessões do Tribunal do Júri, sob a presidência do juiz Lucas Silva Caland. Os julgamentos analisaram casos de homicídio qualificado, com decisões que variaram entre absolvição e condenação. No dia 12, Rafael de Sousa, estudante, foi absolvido da acusação de matar Maycon Ribeiro Lopes em 2016. O crime ocorreu no Bar da Eliana, no bairro São Caetano, após uma discussão envolvendo o irmão do réu.
Segundo as investigações, Rafael teria deixado o local e retornado com um rifle, efetuando um disparo contra a vítima. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e autoria do crime, mas optou pela absolvição.
No dia 13, Carlos Henrique Rodrigues Lima, conhecido como “Chupa”, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão pelo homicídio qualificado de Antônio Elizário Melo de Jesus. O crime aconteceu em 2016, no Coqueiro Bar, após um desentendimento anterior. Carlos, acompanhado do irmão, teria efetuado disparos contra a vítima, que morreu no local. Os jurados consideraram que o crime foi cometido em circunstâncias que dificultaram a defesa da vítima.
Já no dia 14, os policiais Bruno Rafael Moraes e Raifran de Sousa Almeida foram condenados a 14 anos de prisão pela morte de Karina Brito Costa e tentativa de homicídio contra Kamila
Brito Ferreira.
As vítimas foram perseguidas após confundirem os policiais com assaltantes. Os agentes alegaram que estavam em operação para localizar suspeitos de roubos a bancos. Apesar da condenação, os réus não foram presos imediatamente, com base em decisão do STF que considerou suas condições pessoais e profissionais. Os julgamentos ocorreram no Fórum de Balsas, encerrando a nona reunião do Tribunal do Júri no município em 2025.
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