Política · votos a favor

STF forma maioria para tornar réus deputados maranhenses

Os parlamentares são acusados de envolvimento em um esquema de corrupção envolvendo emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar.

Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE) estão sendo acusados de participação em um esquema de corrupção relacionado ao desvio de dinheiros repassados através das emendas parlamentares. (Foto: Reprodução)
Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE) estão sendo acusados de participação em um esquema de corrupção relacionado ao desvio de dinheiros repassados através das emendas parlamentares. (Foto: Reprodução)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste sábado (8) para aceitar a denúncia contra os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o ex-deputado Bosco Costa (PL-SE). Os parlamentares são acusados de envolvimento em um esquema de corrupção envolvendo emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar.

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A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no ano passado e está sendo analisada no plenário virtual do STF. A ministra Cármen Lúcia votou a favor da denúncia, acompanhando os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Como a Turma é composta por cinco ministros, já há maioria para tornar os políticos réus. O julgamento seguirá até a próxima terça-feira, 11 de março.

Os três investigados são suspeitos de organização criminosa e corrupção. Entre dezembro de 2019 e agosto de 2020, eles teriam desviado parte das emendas parlamentares destinadas a São José de Ribamar, cobrando a devolução de 25% dos recursos repassados ao município.

A investigação começou após uma denúncia do prefeito de São José de Ribamar, que afirmou ter sido ameaçado por um agiota para devolver mais de R$ 1,6 milhão das emendas recebidas, valor que seria a suposta propina exigida. A Polícia Federal avançou nas apurações, prendeu os responsáveis pelas ameaças, realizou buscas e quebras de sigilo e identificou o envolvimento dos parlamentares no esquema.

As emendas parlamentares são recursos que deputados e senadores podem destinar a estados e municípios para financiar obras e políticas públicas. No entanto, de acordo com a Polícia Federal, esse mecanismo estava sendo usado indevidamente para beneficiar o grupo investigado.

Caso a ação penal seja aberta, conforme ressalta a Folha do Maranhão, os três réus passarão a responder formalmente ao processo, que pode levar a penas como prisão e perda de direitos políticos.

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