MARANHÃO

Aumentam os casos de sífilis entre 2018 e 2020

Em 2020, o estado do Maranhão registrou 1.398 casos de sífilis em gestantes, 571 casos de sífilis congênita e 1.877 casos de sífilis adquirida.

Foto: Divulgação

A sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) com diversos sintomas clínicos, os principais sendo manifestações dermatológicas. Apesar da doença possuir um tratamento rápido e eficaz, através da administração da penilicina benzatina, é extremamente contagiosa e registrou um grande número de casos entre os anos de 2018 e 2020.

A Secretaria do Estado da Comunicação informou, através de dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que, em 2020, o estado do Maranhão registrou 1.398 casos de sífilis em gestantes, 571 casos de sífilis congênita e 1.877 casos de sífilis adquirida. Também informaram que, apenas este ano, já foram registrados 348 casos de sífilis congênita, 1.221 casos em mulheres grávidas e 404 casos de adquirida.

No Brasil, ocorreu um acúmulo de mais de 360 mil casos da doença entre janeiro de 2018 até junho de 2020, de acordo com dados levantados por especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), mas suspeitam que, graças a pandemia do novo corona vírus, esses dados podem não retratar a realidade total do país, pois o Covid-19 impactou negativamente na realização de consultas e exames de prevenção contra ISTs.

O sistema de vigilância epidemiológica apontou uma queda de casos entre os anos de 2018 e 2019, com 158,9 mil e 152,9 mil respectivamente, mas essa variação não chegou a 4% antes da pandemia. “Mesmo que os números continuassem a cair, que é o desejado por todos, dificilmente isso ocorreria numa proporção em torno de 30%.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que tem preocupado muito os médicos pela forma endêmica como se instalou no Brasil, muito em função de padrões de comportamento e de lacunas nas políticas de prevenção e tratamento”, conta Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD.

Camisinhas

O uso do preservativo masculino ou feminino durante o ato sexual é o método mais seguro e prático contra a sífilis, além de outras ISTs e todo paciente que mantiver relações sexuais sem proteção deve imediatamente procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima e realizar o teste rápido para detectar a doença, o exame sendo gratuito e disponível para todos.

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